Associações defendem a Globo após cancelamento do debate e acusam 'excessos judiciais'
A ABERT, a ANER e a ANJ soltaram nota em conjunto defendendo a Globo
Publicado em 01/10/2026 às 22:15
Três das mais importantes Associações de comunicação do Brasil se uniram em favor à Globo após a emissora anunciar o cancelamento do debate presidencial nesta quinta-feira (1º). A ABERT, a ANER e a ANJ soltaram nota em conjunto e acusaram 'excessos judiciais' para defenderem o canal.
Segundo o documento, publicado nas redes sociais das associações, o grupo estava indignado com o que chamou de intervenção judicial nas regras previamente debatidas. Ainda de acordo com o texto, teria sido isso o responsável pelo cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
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A nota também afirmou que tratava-se de imposição de obrigações, sem previsões em lei e uma agressão à liberdade de imprensa. Para continuar, o documento reforçou o que chamou de excessos judiciais e criticou as decisões.
A nota se referiu a duas decisões judiciais tomadas nesta quinta-feira. A primeira delas, pelo TSE, proibiu a Globo de mostrar o púlpito vazio de Lula (PT), que não compareceria ao debate e optou por dar entrevista ao Flow Podcast, e nem que nenhum adversário fizesse perguntas a ele. A segunda foi do ministro Gilmar Mendes, do STF e que garantiu a presença de Renan Santos (Missão) no debate.
No meio disso, o candidato Flávio Bolsonaro anunciou que não estaria presente no debate e chamou a decisão do TSE de censura. Com isso, a Globo optou pelo cancelamento.
Na terça-feira (30), no entanto, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques também havia concedido uma liminar e confirmado a presença de Romeu Zema (Novo) no debate. Nesta ocasião, a Globo não reclamou e as associações não fizeram nota.
Confira a nota na íntegra
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.