Miriam Leitão se emociona ao falar de Zuenir Ventura: "Sabia como dizer até a notícia mais terrível"
Jornalista lembrou relação com o escritor e contou que família pediu a ele que desse a notícia da morte da mãe
Publicado em 22/09/2026 às 11:42,
atualizado em 22/09/2026 às 11:52
Miriam Leitão revelou nesta terça-feira (22) um episódio marcante de sua relação com Zuenir Ventura. Ao homenagear o jornalista e escritor, que morreu hoje aos 95 anos, ela contou que foi dele a missão de comunicar a morte de sua mãe, depois de um pedido feito pela própria família. "Para você ter uma ideia da delicadeza dele, da importância, por exemplo, dele na minha vida, quando a minha mãe morreu, foi ele que me contou. A família pediu a ele para ele me contar", relatou ela durante participação na GloboNews.
Segundo a jornalista, a escolha de Zuenir para aquele momento estava diretamente ligada à maneira como ele tratava as pessoas. "Porque ele sabia como dizer até a notícia mais terrível: 'Você perdeu sua mãe'. Então, é assim, ele é muito grande", afirmou, com a voz embargada.
"Eu acho que esse ponto que você fala, conservar a delicadeza, é tão difícil às vezes. A redação, aquela correria, aquelas coisas."
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"Mestre de todos nós", disse Miriam Leitão
Ao relembrar os tempos em que trabalhou no Jornal do Brasil, Miriam contou que Zuenir se tornou uma espécie de referência informal para os demais jornalistas. Colegas recorriam a ele para discutir desde uma abertura de reportagem até a escolha de um título. "Eu me lembro da redação do Jornal do Brasil, que a gente fazia um pouco de fila para esperar entrar na sala dele e perguntar: 'Esse lide está bom? Esse título é bom? Eu estou querendo fazer uma reportagem, o que você acha?'", recordou.
Para Miriam, esse comportamento fez com que Zuenir assumisse naturalmente uma outra posição. "As pessoas iam perguntar para ele e foi assim que ele foi ganhando esse papel que não estava escrito, não é? Não era um papel definido, mas era o papel de mestre de todos nós", declarou.
A jornalista ainda ressaltou a atuação de Zuenir além do jornalismo e citou sua produção literária. "Como escritor, ele também foi para a ficção. Ele escreveu Sagrada Família, criando uma ficção dos anos 40. Então, é um intelectual completo, uma pessoa completa", concluiu.