Carlos Mossy, o Rei da Pornochanchada, será tema de documentário
Ator protagonizou dezenas de filmes do gênero
Publicado em 09/09/2026 às 09:57
Um dos rostos mais populares do cinema brasileiro dos anos 1970, Carlos Mossy terá sua trajetória revisitada em um documentário. Conhecido como Rei da Pornochanchada, o ator, diretor, roteirista e produtor será tema de uma produção comandada por Gui Araponga, que já concluiu as filmagens. A informação é da coluna Play, do jornal O Globo desta quarta-feira (9).
Daniel Pereira foi escalado para interpretar Mossy nas dramatizações que vão reconstituir passagens de sua vida e carreira. Apesar de os trabalhos de gravação já terem terminado, ainda não há uma previsão para o lançamento do documentário.
Nascido Moisés Abrão Goldszal, em Tel Aviv, em 1946, Mossy veio para o Brasil ainda criança e construiu praticamente toda a carreira no país. Adotou o nome artístico Carlo Mossy em 1967 e estreou no cinema no ano seguinte, em Copacabana Me Engana (1968), dirigido por Antônio Carlos da Fontoura. Naquele período, rapidamente passou a ser tratado como um dos galãs do cinema nacional.
A consolidação aconteceu principalmente na década de 1970. Em 1972, Mossy criou a Vidya Produções Cinematográficas e passou a acumular funções diante e atrás das câmeras, produzindo, dirigindo e estrelando filmes de forte apelo popular. Embora tenha trabalhado também com outros gêneros, foram as comédias eróticas que fizeram seu nome atravessar gerações.
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Carlos Mossy estrelou dezenas de filmes
Mossy protagonizou mais de 30 produções associadas à pornochanchada e abraçou a fama de Rei da Pornochanchada, em vez de rejeitar o rótulo. O gênero, que misturava humor, erotismo e costumes e alcançou enorme público durante os anos 1970, tornou-se uma das vertentes mais comercialmente fortes do cinema brasileiro daquele período.
Entre os títulos de sua trajetória estão Quando as Mulheres Paqueram (1971), Com as Calças na Mão (1975), As Massagistas Profissionais (1976), As 1001 Posições do Amor (1978), Bonitas e Gostosas (1979) e Giselle (1980). Neste último, além de atuar, Mossy trabalhou como produtor. O longa dirigido por Victor di Mello se tornou um dos títulos mais lembrados de sua carreira.
A produção de Mossy passou posteriormente por um processo de redescoberta. Seus filmes voltaram a circular em canais especializados e mostras, e o cineasta recebeu retrospectivas dedicadas à obra. Em 2006, por exemplo, uma seleção de seus trabalhos foi exibida durante 15 dias no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. Já em 2017, ele foi homenageado pelo Curta Circuito, em Belo Horizonte, e pela Cinemateca do MAM, também no Rio.
Depois de passar um período afastado das telas, Mossy também voltou a atuar no século 21, com participação em O Homem do Ano (2003) e trabalhos na televisão.