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Serial killer de Maceió quebra o silêncio no Doc Investigação: "É tipo um hobby"

Albino Santos de Lima, condenado a mais de 175 anos, revela motivo de marcar as datas das mortes em calendário


Doc Investigação com a apresentação
Doc Investigação vai falar sobre o serial killer de Maceió

O programa Doc Investigação exibe nesta quinta-feira (20) uma entrevista exclusiva com Albino Santos de Lima, apontado como o "serial killer de Maceió". Preso em 2024, o ex-agente penitenciário fala pela primeira vez sobre os assassinatos que cometeu na capital alagoana. A conversa foi conduzida pela jornalista Thais Furlan dentro do presídio onde o detento cumpre pena.

Condenado a mais de 175 anos de prisão, Lima foi responsabilizado pela morte de 18 vítimas, sendo a maioria delas mulheres e jovens. De acordo com o inquérito, os ataques ocorriam quase sempre em uma região próxima à residência do homem. A dinâmica dos crimes envolvia a escolha prévia dos alvos, rastreados a partir do monitoramento de perfis nas redes sociais. Por meio dessa prática, ele conseguia descobrir endereços, rotinas e hábitos de quem pretendia atacar.

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A edição do programa também traz entrevistas com delegados e peritos responsáveis por apurar os crimes. No decorrer do caso, a atuação das autoridades chegou a ser questionada devido a falhas que teriam impedido a polícia de evitar novos homicídios antes da captura definitiva.

Para a elucidação das mortes em série, uma evidência se tornou peça-chave na investigação: um calendário apreendido no qual o ex-agente penitenciário marcava em vermelho as datas exatas de cada execução que realizava.

Ao ser questionado sobre a razão de registrar os dias dos assassinatos, o detento explicita a motivação por trás do ato. "É uma questão de troféu, para poder guardar bem o dia que as vítimas eram ceifadas. É tipo um hobby", declara. Durante o depoimento, o condenado nega ser um psicopata, mas admite reconhecer que suas atitudes e histórico se enquadram no perfil de um serial killer.

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