Sônia Bridi elege cobertura mais marcante: "A maior crise humanitária do Brasil neste século"
Jornalista fez matéria para o Fantástico sobre tema em 2023
Publicado em 06/08/2026 às 11:18
Sônia Bridi gravou participação no quadro Bancada do Mion, do Caldeirão com Mion. A jornalista elegeu sua cobertura mais marcante da carreira. Trata-se do resgate do povo indígena yanomami, que sofreu com fome, desnutrição, doenças como malária e anemia e o sequestro de crianças em função do garimpo ilegal na região em que vivem, no estado de Roraima.
"Foi a maior crise humanitária do Brasil neste século", declarou ela em conversa com Marcos Mion. A participação iria ao ar neste sábado (8), mas foi adiada para setembro, conforme revelou a coluna Play, do jornal O Globo.
No início de 2023, ela realizou uma reportagem para o Fantástico sobre o tema. A experiência lhe gerou raiva, tristeza e vergonha.
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Sônia Bridi cobriu tragédia yanomami
Há pouco mais de três anos, deu um forte relato no Encontro: "Já vi muita coisa acontecendo em vários lugares do mundo. Já estive em campos de refugiados, que é sempre um lugar extremamente triste. Mas o que eu vi na terra yanomami é muito mais devastador, porque a terra é saudável".
"O que a gente viu ali é a destruição da terra, o descaso que aconteceu durante quatro anos, o incentivo a uma atividade ilegal, criminosa, crime organizado, um risco à segurança nacional a presença desses bandidos em números absurdos dentro da terra yanomami, circulando entre Brasil e Venezuela. Isso tudo levou a essa tragédia humanitária."
Sônia Bridi durante o Encontro, em 2023
Dados apresentados ao Conselho Nacional de Saúde mostram que 570 crianças yanomami menores de 5 anos morreram por causas tratáveis entre 2019 e 2022. A crise nasceu da combinação entre o avanço do garimpo ilegal e a desassistência do poder público. A atividade contaminou rios, comprometeu a caça e a pesca, favoreceu a disseminação da malária e afastou profissionais de saúde, enquanto comunidades inteiras ficaram sem alimentos, remédios e atendimento básico. Doenças tratáveis viraram sentenças de morte.