Ela é craque!

Paloma Tocci fala sobre carreira e vibra com fortalecimento feminino no jornalismo esportivo: "Avançamos muito"

Contratada da Record ainda comenta sobre cobertura independente nas redes sociais


Paloma Tocci
Paloma Tocci faz balanço sobre carreira e analisa o fortalecimento da presença feminina no jornalismo esportivo - Foto: Divulgação/Record
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Um dos grandes nomes do jornalismo esportivo, Paloma Tocci abriu o jogo ao falar de sua carreira, do fortalecimento da presença feminina na área e de como enxerga a produção de conteúdo independente, algo que ela própria passou a apostar nas redes sociais.

"Eu nem diria que há um desafio. Mesmo com a internet, streaming e redes sociais, a TV aberta sempre vai ter seu lugar de relevância e um alcance sem comparação. O público de massa está na TV aberta. O jornalismo esportivo não pode se basear apenas em polêmica ou em querer viralizar. Jornalismo tem que continuar sendo jornalismo, com as premissas que aprendemos na faculdade: veracidade dos fatos, checagem e ouvir os dois lados de uma história", comenta a contratada da Record, que também é embaixadora da Pinnacle, plataforma do mercado iGaming.

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Para Paloma, a cobertura evoluiu, com destaque para dois pontos. "A velocidade e a proximidade. Hoje o torcedor não quer só assistir; quer participar, comentar e discordar em tempo real. Isso mudou a forma de contar histórias: tem que ter mais conversa. E o multiplataforma virou obrigação. A mesma pauta vira reportagem, Reels, crônica e story", diz.

A participação de profissionais femininas, apesar do atraso, virou algo fundamental. "Avançamos muito, e a Copa comprovou isso. Acho que foi a maior participação de mulheres na cobertura de todos os tempos. Quando comecei, eram pouquíssimas mulheres. Hoje vemos mulheres apresentando, indo a campo, comentando e narrando. O que mais me orgulha é ver que deixamos de ser 'a exceção' para virar uma presença normal", analisa.

Tocci ainda defende a emoção como um fator primordial. "É impossível cobrir futebol sem emoção, sem paixão. Isso é o motor da nossa profissão. A imparcialidade não está em não sentir, mas em não deixar o sentimento distorcer o fato. Eu vibro, mas descrevo o que aconteceu, não o que eu queria que tivesse acontecido", explica.

"O esporte é poderoso. O esporte educa. Ele conta histórias que conseguem emocionar até quem nem gosta tanto de futebol. Está sempre mostrando histórias de superação", completa.

Paloma Tocci fala sobre cobertura independente

Paloma Tocci fala sobre carreira e vibra com fortalecimento feminino no jornalismo esportivo: \"Avançamos muito\"

Na conversa, Paloma Tocci conta que chegou a assistir a um dos jogos da Copa do Mundo de 2026 in loco e ainda fala sobre a produção de conteúdo independente paras redes sociais. "Eu não participei da cobertura oficial da Copa, mas, nas minhas redes sociais, me posicionei, analisei e contei histórias sob a minha ótica da competição e como uma apaixonada pelo maior torneio do mundo", destaca.

"Acabei indo aos Estados Unidos nas minhas férias e assisti ao jogo entre Inglaterra e Noruega. Além de ver grandes craques de perto, a torcida dos dois lados deu um show: os noruegueses com os vikings e os ingleses cantando 'Wonderwall' com os jogadores. Foi emocionante", recorda.

Tocci revela que esse modelo de cobertura independente pode se repetir. "Acredito que sim, e cada vez mais. O grande evento não é mais monopólio de emissora grande. Quem tem voz própria, audiência e posicionamento consegue cobrir e até com mais liberdade. Hoje eu sou a minha própria emissora e a minha própria marca", explica.

"A tecnologia permite cobrir de forma independente. O que antes precisava de equipe inteira, câmera de última geração, microfone profissional e iluminação, hoje pode ser feito com um celular de qualidade, edição rápida direto do campo e as redes sociais como canal direto de distribuição", conclui Paloma.

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