Exclusivo

Diretor do Fofocalizando faz balanço dos 10 anos: "Minha vida, minha alma, meu sangue"

Atração do SBT completa uma década no ar


Márcio Esquilo no cenário do Fofocalizando com as mãos fazendo o número 10
Márcio Esquilo relembra convivência com Silvio Santos; Fofocalizando é a última criação do Homem do Baú - Foto: Lourival Ribeiro/SBT

O Fofocalizando completa 10 anos de existência neste sábado (1º), mas é nesta sexta-feira (31) que a data será comemorada com um programa especial no SBT. A edição comemorativa ganhará até plateia, um sonho antigo do diretor, Márcio Esquilo. O profissional remonta àquela última semana do mês de julho de 2016, em entrevista exclusiva ao NaTelinha. "Foi uma loucura: construindo cenário, fazendo roteiro, escrevendo e indo para o estúdio", diz ele. O piloto foi feito no sábado, enquanto Silvio Santos (1930-2024) assistiu no domingo. A estreia foi na segunda.

Esquilo relembra os ensinamentos do Homem do Baú e a possibilidade de trabalhar diretamente com ele por anos a fio. "Sinto muita saudade. Ele ligava para mim onde quer que eu estivesse. Podia estar no corredor, eu sentava no chão e começava a anotar. Acabava o papel, eu anotava na parede. No final, ele falava: 'Repete para ver o que eu falei'. Era para ver se eu estava atento", diverte-se.

O profissional, no entanto, chegou a sair do Fofocalizando em 2019, mas logo voltou. "Eu não sabia se voltaria. Para mim, não voltaria mais. Mas ele [Silvio] me chamou de volta", recorda. E não titubeou quando questionado se queria voltar: "O Fofocalizando é minha vida, minha alma, meu sangue".

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha - A primeira coisa que eu tenho que te perguntar é sobre a última semana de julho de 2016. Obviamente, ainda era o Fofocando. Todo mundo dizia que o programa estreou a toque de caixa, meio às pressas. Como foram aqueles últimos dias?

Diretor do Fofocalizando faz balanço dos 10 anos: \"Minha vida, minha alma, meu sangue\"
A primeira formação do então Fofocando: o Homem do Saco (Gabriel Cartolano), Leão Lobo e Mamma Bruschetta - Foto: Reprodução/SBT

Eu vou contar do início. Fui chamado na quarta-feira, mas cheguei na quinta. Quando cheguei lá, tinha um menininho cabeludo sentado esperando. Era o Gabriel Cartolano. Ficamos trocando ideia. Aí o Pelégio nos chamou e falou: "A gente tem um programa para estrear segunda-feira". Isso na quinta. Não tinha produção, não tinha ninguém. Só tinha eu e o Gabriel.

A primeira pessoa para quem a gente ligou foi a Adriana, uma produtora. Hoje, só tem eu, Gabriel e Adriana desde o início. Somos os únicos desde o zero até hoje.

Foi uma loucura: construindo cenário, fazendo roteiro, escrevendo, indo para o estúdio. Fizemos o piloto no sábado. No domingo, mandamos o DVD para o Silvio [Santos]. O Silvio assistiu e estreou na segunda-feira o Fofocando. Era Mamma, Leão [Lobo] e o Homem do Saco.

NaTelinha - E quem era o primeiro Homem do Saco?

Cartolano. Cartolano foi o primeiro. Ele achou que ia trabalhar na produção. Como o Cartolano sempre foi bonitão, acabou fazendo o Homem do Saco. Passaram dois, três dias e nós trocamos o Homem do Saco.

NaTelinha - O Homem do Saco foi um personagem criado pelo Silvio ou uma ideia sua?

Não, foi tudo criação do Silvio. Tudo criação do Silvio. Acho que o Fofocando, que virou Fofocalizando, foi uma das últimas criações do Silvio. Acho que foi a última criação dele mesmo.

NaTelinha - O Silvio era um telespectador assíduo do programa. Como era lidar diretamente com ele? Não havia uma pressão diferente?

Posso falar? Nesses mais de 30 anos de televisão, acho que foi a melhor coisa que aconteceu para mim. Aprendi muito nessas conversas com ele, nos ensinamentos e no jeito que ele queria. Foi incrível. Sinto saudade de ouvir a voz dele no meu ouvido, trocando ideia pelo telefone. Todo dia a gente se falava.

Ele era convicto. O que ele queria, a gente fazia. Era assim: "Está bom, então amanhã eu faço". Ele dizia: "Não, é para hoje". A gente saía correndo, todo mundo do SBT trabalhava e, daqui a pouco, estava no ar, do nada.

NaTelinha - Conhecendo o Silvio como você conhecia, imaginava que o Fofocalizando, na época Fofocando, chegaria aos 10 anos?

Eu acredito muito em Deus e que as coisas acontecem no tempo dele. No começo, ninguém acreditaria que passaria de um mês. Quando era Fofocando, não era culpa de ninguém. É porque estreou do nada, não tinha nada. A gente foi desenvolvendo, fazendo o piloto no ar e testando tudo no ar. Fui criando coisas, dando ideias, aperfeiçoando as ideias dele e a gente foi fazendo.

Antigamente eram Mamma, Leão e o Homem do Saco. Foram os primeiros a começar o Fofocando, que, no dia 1º, vai completar 10 anos. Acho que foi uma das maiores experiências da minha vida. E olha que já trabalhei, hein?

NaTelinha - Falando especificamente das ordens do Silvio, teve alguma muito bizarra? Alguma ideia que você não acatou?

As ideias bizarras dele, a gente conversava e tinha que mostrar por que não. Aí ele dizia: "Está bom, então vamos fazer assim". Vou dar alguns exemplos. Quando passou de Fofocando para Fofocalizando, foi do nada. Ele falou: "A partir de amanhã não vai chamar mais Fofocando, vai chamar Fofocalizando". Fizemos vinheta e tudo no mesmo dia. Aí virou Fofocalizando.

Eu sou um cara que não fica quieto. Como é um programa diário, não gosto de ficar na mesmice e fico criando coisas. Criei o Triturador, que era para triturar a celebridade. Tinha um bonequinho chamado Fofobyte e a gente triturava a roupa quando estava ruim. Ele assistiu e adorou.

Do nada, falou: "Muito bom esse quadro. Vamos fazer um programa chamado Triturando". Eu falei: "Silvio, sério?". Ele respondeu: "Sério. Vamos triturar as músicas". Eu disse: "Está bom, então vamos preparar tudo para a semana que vem". Ele falou: "Não, é para hoje". Isso era 8h ou 9h da manhã.

A gente montou cenário, fez a parte gráfica, tudo no mesmo dia, e foi para o ar. Não tem faculdade que pague isso. Eu estava com um dos maiores comunicadores que já existiram no planeta. Não tem outro igual a ele, que tenha sido um empresário incrível e um comunicador maior ainda.

Quando ele falou que era para aquele mesmo dia, criamos. Aí virou Triturando. O Triturando ficou muito tempo, acho que mais de um ano. No começo, era só música. Depois comecei a colocar cenas de novela e de filme. Criei as Imagens Impressionantes e coloquei. Ele assistiu, gostou, ligou para mim e falou: "Vamos fazer um programa? Adorei essas imagens impressionantes que você colocou. Vamos fazer o Notícias Impressionantes". Aí virou Notícias Impressionantes, que existe até hoje.

NaTelinha - E dá audiência esse programa, hein? Mas então o Notícias Impressionantes foi a última criação do Silvio...

imagem-texto
Notícias Impressionantes é um spin-off do Fofocalizando - Foto: Reprodução/SBT

Eu considero o Fofocando o pai de todos. Foi onde tudo começou e virou todos esses programas.

No Triturando, criei as Imagens Impressionantes. Era uma pessoa caindo, dando risada. Nunca usávamos nada de sangue, morte ou criança. Era entretenimento, não jornalismo. A gente tem, acho, mais de 170 programas de duas horas. É muita coisa.

Antigamente, a Chris apresentava o Notícias Impressionantes. Depois falei: "Posso fazer de outro jeito?". Ele perguntou qual era a ideia. Eu falei: "Vamos colocar um off, uma imagem atrás da outra. A pessoa vai se entreter, vai gostar, sem intervenções". Ele disse: "Muito bom, faz aí". Eu fiz e está até hoje.

Sinto muita saudade dessas coisas. Ele ligava para mim onde quer que eu estivesse. Podia estar no corredor, eu sentava no chão e começava a anotar. Acabava o papel, eu anotava na parede. No final, ele falava: "Repete para ver o que eu falei". Era para ver se eu estava atento.

NaTelinha - E alguma vez você não estava atento?

Não. Não podia falhar. Eu anotava com uma letra que nem eu entendia, porque ele falava muito rápido. Depois eu tentava entender e chutava o que estava escrito. Ele falava: "Está bom, é isso aí. Eu vou assistir, hein?". E eu: "Está bom, Silvio, pode deixar". Ele assistia mesmo.

NaTelinha - Em algum momento desses 10 anos, o programa esteve realmente perto de sair do ar?

Se existiu esse perigo, deve ter existido, mas ele nunca falou para mim. Nunca chegou e falou: "Vou tirar o programa do ar". O programa teve altos e baixos, mas eu sempre acreditei no Fofocalizando.

O Fofocalizando é a cara do SBT, é popular. Eu tento fazer o mais popular que posso e seguir o que o Silvio me ensinou. Até hoje, tento fazer desse jeito: popular e engraçado. Não quero fazer coisas muito tristes. O brasileiro já sofre tanto. Quer chegar em casa, dar risada e se divertir.

E tem informação, que é a fofoca. Não existe nada mais velho na humanidade do que fofoca. Desde que Deus criou o mundo, existe fofoca. A gente tenta fazer tudo seguindo a regra do SBT, sempre valorizando o povo e a dona de casa. Eu sempre falo com a dona de casa, porque foi ela que manteve o Fofocalizando até hoje. O programa está consolidado, graças a Deus.

NaTelinha - É isso que o programa atual ainda tem daquele de 10 anos atrás?

É. Acho que, primeiro, por ser uma das últimas criações do Silvio. É um programa que vende muito, um programa maravilhoso. A gente melhorou muito no Ibope. É lógico que, em um programa diário, não dá para fazer 10 pontos todos os dias. A realidade mudou. Antigamente, eu dava 6 ou 7. Hoje, dou 3, e 3 já está bom.

Mas a gente sempre quer crescer. Aprendi uma coisa com o Silvio e com o Murilo Fraga, que também me ensinou muito sobre programação: a gente sempre precisa entregar melhor para o programa seguinte. Mesmo se recebi com uma audiência baixa, não interessa. Não tenho que reclamar que recebi baixo. Tenho que crescer.

Mesmo se estiver baixo, tenho que crescer. Se estiver alto, tenho que crescer ainda mais. A gente precisa entregar melhor para o outro programa. Um vai levantando o outro. Isso é o certo em televisão.

NaTelinha - Na realidade atual da televisão, você acha que existe muito espaço para crescer naquela faixa? Tem alguma meta ou algum sonho?

Meu sonho é sempre ficar na vice. Se alguém falar que não quer, é mentira. Todo mundo quer fazer o melhor. No meu caso, quero sempre melhorar a média. Não interessa se vou ficar em terceiro ou segundo, mas preciso crescer, sempre almejando o segundo lugar.

Ninguém lembra, mas o Fofocalizando já ficou em primeiro lugar por três minutos. Ficamos umas duas vezes em primeiro nesses 10 anos. É muito difícil. O horário é bem concorrido e agora está muito mais concorrido do que antigamente.

Mas todo mundo sabe o que é o Fofocalizando. Antigamente, ninguém queria dar entrevista. Ninguém sabia o que era e ninguém valorizava. Hoje, todo mundo sabe quem é o Fofocalizando. Graças a Deus, tem um nome consolidado e vende bem. É um dos programas que mais vendem na casa. A gente sempre está com os dois breaks lotados, com muito merchandising. Isso é uma conquista do programa.

Minha produção é pequena. Já foi bem grande e hoje é muito menor, mas eles trabalham tão bem quanto quando havia muita gente. É um time enxuto, mas guerreiro.

O Fofocalizando nunca para. Não posso falar que está pronto. Todos os dias quero fazer um programa melhor e criar coisas boas. Hoje, ninguém tem dinheiro para comprar formato, trazer passarela ou helicóptero. Então, a gente tem que criar. Criamos o Fofoquito, a Mini Fofa e outros quadros. Se um quadro não deu certo, desistimos e, no outro dia, fazemos outro.

NaTelinha - Nesse tempo todo de Fofocalizando, existe algum conteúdo que você gosta ou que o público pede nas redes sociais, mas não traz audiência? O que você aprendeu que rende e o que não rende?

A maioria do nosso telespectador é feminino. Se coloco alguma coisa muito masculina, dependendo do que for, não dá certo. Se eu falar do jogo do Corinthians ou do Santos, não vai dar certo. Agora, se contar uma fofoca de jogador, que está pegando uma atriz, aí funciona. É o que a dona de casa gosta.

Outra coisa que observamos nesses anos: "boquinha falando" não dá Ibope. Quando uma pessoa fica duas horas no vídeo falando, ninguém aguenta. Então, cubro com as imagens que o telespectador quer ver e coloco um off de fundo. Isso dá a sensação de que o cara não está há meia hora falando, chato para cacete.

Aprendi isso com vários diretores, inclusive com o saudoso Magrão [Roberto Manzoni, falecido em 2023]. Ele falava: "Boquinha falando não dá Ibope, Esquilo". E eu concordava: "Está certo, vamos".

A gente vai se adaptando todos os dias. Tem quadro que hoje não dá certo e amanhã dá. É inacreditável. O Triturando, por exemplo, tem dia em que explode e chega na vice. Mas tem dia em que não vai, mesmo com coisas legais. Depende muito.

O sertanejo sempre funciona. Nosso público é muito rotativo. Tem hora em que ele está em casa, tem hora em que está fazendo compras e chega outro tipo de público. É um programa diário.

O debate, quando é honesto e legal, segura a pessoa. Também precisamos falar um português fácil de entender. Não gosto de usar palavras difíceis. Nosso público precisa entender o que estamos falando.

Por isso, temos um estilo que hoje todos os programas fazem: o VT. A gente faz um VT para a pessoa entender e depois vem para o debate. Mesmo durante o debate, mando explicar de novo para quem acabou de chegar em casa. A pessoa explica mais um pouco e assim vai.

Antigamente, as pessoas liam jornal e revista. Hoje, um VT e um off bem-feitos, com uma voz boa, fazem a dona de casa entender. Depois vem o debate.

NaTelinha - O Silvio disse em uma entrevista que, se o Fofocalizando tivesse mais de uma hora, não valeria a pena. Você concorda? Está satisfeito com a duração e com o horário atuais? Ou em algum outro você poderia conseguir um resultado melhor?

imagem-texto
Silvio Santos achava a duração de uma hora ideal para o Fofocalizando - Foto: Divulgação/SBT

Acho que estamos no horário perfeito. É o horário certo e acho que devemos ficar nele. O tempo do programa também é correto. Temos dois breaks e, de vez em quando, cinco merchandisings. Em uma hora, se eu fizer isso, não vai ter debate, não vai ter nada. Vou colocar um VT e o programa acabou.

A fofoca, para ser boa, não pode ser rápida. Precisa haver uma discussão de opiniões, e essa discussão não pode ser rápida. Tem os VTs e a parte das afiliadas, que é um quadro que a gente criou e chama de Fifiliadas, juntando fifi de fofoca com afiliadas. A gente usa o Brasil inteiro. O programa não é para São Paulo, é para o Brasil inteiro. Vou ao Nordeste, ao Sul e entramos com as opiniões e as brincadeiras deles. O Fofocalizando é Brasil, não São Paulo.

NaTelinha - Você pedia mais tempo ao Silvio e ele não dava?

Não. O Silvio sempre foi correto. Falava: "Calma, vamos dar tempo ao tempo, vamos ver". Quando percebia, dizia: "Dá mais 20 minutos para os meninos".

O Murilo também me ensinou muito sobre programação. Ele falava: "Calma. Se eu deixar o programa muito grande, a média vai cair". Foi explicando e a gente aprendendo. Eles viram que o programa vende bem e que, quando tenho tempo, consigo crescer. Gosto do tempo que está agora.

É o horário que sempre quis, porque foi quando fomos melhor. Já fizemos 1h40, 1h50. Hoje, está quase em duas horas, mas está bom.

NaTelinha - Pra quem já entrou de manhã...

Já entrou em todos os horários que você imaginar. Entrou às 8h. Eu gravava meia hora só de Fofocalizando e entrava de manhã. Era muito louco.

Mas isso faz a gente criar casca. Você fica triste, mas depois aprende. Uma coisa de que gosto no SBT é que não tem medo de tentar, não tem medo de arriscar. Se não está bom em um horário, vai para outro. Existe uma equipe que estuda essas coisas.

Nesses 10 anos, criei certa casca e sei que o melhor horário do Fofocalizando é o das 15h, 15h e pouco. O Fofocalizando foi criando o DNA do SBT.

NaTelinha - O Silvio dava alguma explicação quando mudava o programa de horário?

Sempre. Tudo que o Silvio falava tinha um argumento. Ele dizia: "Vamos tentar de manhã porque acho que isso...". A gente falava: "Vamos embora".

Quando eu tinha uma observação, conversávamos e ele dizia: "Vamos ver. Se não der certo, a gente volta". Ele era muito legal. Foi isso que aprendi com ele e por isso criei tantos quadros. Se não der certo, vou para outro.

A gente senta, faz reunião e todo mundo fala. Desde o estagiário até o assistente de direção, todo mundo tem direito de dar uma ideia. E nunca vou desmotivar uma pessoa por dar uma ideia ruim. Falo: "Dá para melhorar essa ideia". Porque, se eu falar na frente de todo mundo que é uma ideia ruim, a pessoa nunca mais vai dar ideia. De uma ideia bobinha pode nascer uma coisa ótima. É só adaptar.

NaTelinha - Por que o Silvio tirou você do Fofocalizando em 2019? Ele deu alguma explicação?

Diretor do Fofocalizando faz balanço dos 10 anos: \"Minha vida, minha alma, meu sangue\"
Márcio Esquilo na saída do Fofocalizando em 2019 - Foto: Reprodução/Instagram

Ele falou: "Esquilo, vamos tentar outro, porque não está indo". Eu disse: "Está bom, lógico". O programa não é meu. O programa é do SBT, é do Silvio. Eu sou só um funcionário.

Aconteceu o que aconteceu. Depois ele me ligou e falou: "Não deu certo. Volta aí, faz suas coisas". Sempre foi assim. Mas acho válido, sabia? É bom isso acontecer. Fui para outros programas, dei uma oxigenada, saí daquela pressão, pude estudar e fazer outras coisas.

Eu não sabia se voltaria. Para mim, não voltaria mais. Mas ele me chamou de volta.

NaTelinha - Mas você queria voltar?

O Fofocalizando é minha vida, minha alma, meu sangue. Estou desde o zero. Se falar que não gosto, é mentira.

NaTelinha - Desde o zero, não. Você está desde o menos um.

É verdade. A gente está desde o menos um. Gosto do Fofocalizando porque quero colocar em prática tudo que aprendi com ele e também as minhas ideias. Sou um cara criativo. Gosto de criar e de ver as pessoas sorrindo com a criação do meu time e da minha equipe. Não faço tudo sozinho. Dou ideias, a produção aperfeiçoa e também dá ideias. Muita coisa que está no ar veio deles.

Quando voltei da última vez, tinha um quadro que não era criação minha, mas achei muito bom. Se é bom para o Fofocalizando e para o SBT, é bom para mim. Falei: "Que quadro legal, vamos manter". Está até hoje e virou um sucesso.

NaTelinha - Qual era o quadro?

O Harmoniza. A gente arrumou, adaptou do jeito que gosto e ficou legal. As doutoras estão até hoje. Não sou eu que trago os participantes, são elas. Eu gravo, edito e coloco no ar. Elas fazem, pagam o cachê e fazem tudo.

NaTelinha - Além de fazer um programa diário e ao vivo, um dos maiores desafios deve ser administrar egos. Qual formação do Fofocalizando deu mais trabalho?

Acho que todas deram trabalho, porque formar um grupo é difícil. Cada pessoa tem uma ideia, um gênio e é diferente. Mas artista é tudo igual. Como dizia a lenda, todo mundo nasceu na mesma casa. Desde a Globo, Record, Band e agora SBT, são todos iguais.

Administrar um grupo é difícil. O Fofocalizando tem cinco apresentadores e já chegou a ter seis. É muita gente. Cada um tem um ego, um jeito e uma opinião diferentes. Você precisa fazer todo mundo aceitar o seu jeito.

Não precisa gritar. Em 10 anos, nunca falei alto com alguém na frente dos outros. Nunca expus ninguém. Sempre chamo no camarim e converso com a pessoa. As outras pessoas não precisam saber.

Você não precisa gostar de ninguém, mas precisa ser profissional. Tem que chegar na hora, passar o programa, estudar as pautas, debater e aceitar a opinião de todo mundo. Se discutir no palco, não pode levar para o coração, porque é um programa de debate. Se todo dia alguém brigar por causa de uma opinião, ninguém vai conseguir viver naquele ambiente.

Graças a Deus, nesses 10 anos, a gente conseguiu passar confiança para eles, eles passaram para mim e entramos em um acordo para funcionar.

NaTelinha - Não houve nenhuma formação que esteve à beira de não funcionar?

Em todas as formações, no começo, você pensa que não vai dar certo. Começam as discussões no palco, mas depois você vê que vai funcionar. A pessoa é profissional, vai se adaptando e dá certo.

Desde Leão Lobo, Mamma e Homem do Saco, passou muita gente. Cada um tem um gênio diferente e você precisa lidar de uma forma. Também precisa respeitar a vontade da pessoa. Eu não sou coronel nem ditador. Sou um chefe e um diretor que aceita a opinião da produção, do apresentador, do comentarista e de todos.

Quando acho que alguma coisa não vai dar certo, converso e mostro. A pessoa pode concordar que não vai dar ou me convencer, e então vamos fazer.

É difícil lidar, não vou dizer que é fácil. Mas todos ficaram bastante tempo. Cada um saiu no momento em que deveria sair e por um motivo do SBT, não meu. Todos me ensinaram muita coisa e, graças a Deus, todos têm um coração bom. Podem ter aquele jeito marrento, mas são pessoas boas.

NaTelinha - E a formação atual? O elenco está fechado?

imagem-texto
Carol Lekker foi a última contratada para o time do Fofocalizando - Foto: Divulgação/SBT

As pessoas precisam ter paciência porque é uma formação nova. Tirando Cartolano e Gaby, o resto é novo. Matheus já teve uma época aqui, mas era diferente. Hoje, estamos em outro momento e ele está se adaptando.

A Carol é a mais nova. Ela morava fora e não conhece tanto o ambiente brasileiro porque passou muito tempo fora. Tem cidadania espanhola e, quando veio, estava em Dubai. A gente precisa ter paciência.

Eu sempre tive paciência. Gosto de formar pessoas. O Cartolano era da produção e o coloquei no vídeo. A Gaby era repórter e a coloquei como apresentadora. A gente criou o personagem Fofoquito. Também teve a Cariúcha. Ninguém ligava para a Cariúcha por causa das tretas que ela teve no reality, mas eu vi potencial. Todo mundo ficava martelando no começo, e olha onde ela está hoje.

O Leo [Dias], para mim, de todos que passaram, é incrível. Ele tem um coração muito bom e é um amigo que quero levar para o resto da vida. Sempre quero trabalhar com ele. Aprendi muito com o Leo. Ele me ensinou a não ter medo.

Eu era meio cagão antigamente. Falava que tinha que esperar, ter calma. Depois vi que, se não formos, a gente perde. O Leo é um dos apresentadores que passaram pelo programa que eu nunca quis que saísse. Gosto muito dele como pessoa e como colunista. Já trabalhei com vários colunistas e ele tem um jeito diferente.

É diferente do Matheus. O Matheus também é incrível, mas tem um jeito diferente de todos que passaram. Onde chega, parece um terremoto. Dá um ritmo incrível para o programa. É o jeito dele.

NaTelinha - Você tentou segurar o Leo Dias? Quanto tentou fazer com que ele não saísse?

imagem-texto
Esquilo não conseguiu fazer Leo Dias permanecer - Foto: Reprodução/SBT

Muito. Tentei muito que ele ficasse. Gosto dele. Para mim, o Leo é a cara do Fofocalizando e o Fofocalizando é a cara do Leo. O Leo se formou mesmo no Fofocalizando. Todo mundo o conheceu no Brasil inteiro por causa do Fofocalizando, porque ele foi incrível lá.

O Leo deu tantas exclusivas incríveis que fez o nome dele no Fofocalizando. E o Fofocalizando cresceu por causa do Leo também. A gente deve muito a ele.

Também devo muito à Lívia. Ela foi uma apresentadora incrível. Devo à Mara, com o jeito dela. Tem a Flor, o Leão Lobo, que é um colunista incrível, a Mamma, com aquele jeito doce, e Ana Paula Renault. Eu amo a Ana Paula, é minha amiga pessoal. Se ela não estivesse na Globo, já tentaria trazê-la para trabalhar comigo. Tem a Chris Flores, uma mulher inteligente e uma pessoa incrível.

Sou apaixonado pelo Décio Piccinini. Ele tem um carisma incrível e é uma pessoa boa. O Dudu é um garoto prodígio. Eu o vi chegar aqui com 17 ou 18 anos. Adoro o Dudu. É inteligente para caramba. As pessoas não sabem o quanto esse moleque é bom.

A Lívia, além de linda, é muito boa de vídeo. É uma apresentadora que parece estar dentro da sua casa quando fala. Tem uma ligação muito grande com o público, e o público acredita nela porque é uma pessoa verdadeira. A Flor tem aquela fofura, aquela mulherona de quem a gente lembra. É muito legal e tem um coração bom.

Não vou falar que não gosto de ninguém. Gostei de todos.

Acho que cada um teve a sua época. O Fofocalizando mudou, o Ibope mudou, tudo está mudando. Então, preciso seguir esse caminho. O elenco de hoje é um elenco que está começando, um elenco novo.

O Leo saiu, a Cariúcha saiu. A Cariúcha foi um achado incrível na minha vida. Eu nem sabia quem era a Cariúcha porque não assisto A Fazenda. Acho que só assisti à primeira.

Eu tinha voltado ao Fofocalizando. Estavam Gaby e Cartolano, e o Leo iria para outro programa. Consegui fazê-lo ficar, insisti, e precisava colocar outra pessoa. Durante toda a minha vida, quis trazer pessoas com a cara do povo brasileiro.

A gente precisa de pessoas negras e nordestinas na televisão. Não existe só paulista. O Brasil não é só paulista ou carioca. É muito grande, uma mistura de povos.

Alguém me falou da Cariúcha. Assisti e falei: "Nossa, traz aí como convidada". Ela veio um dia e perguntei se poderia voltar no dia seguinte. Ela voltou. Veio outro dia, outro dia e nunca mais saiu, até eu contratá-la.

A gente precisa sentir se a pessoa tem brilho, se é popular e se tem a cara do SBT. A Cariúcha é incrível, muito inteligente e vivida. Já sofreu muito na vida. Nada que alguém tente fazer com ela será algo que ela não tenha enfrentado. Eu amo a Cariúcha. Ela é nossa. É uma pessoa com quem gostaria de trabalhar novamente, assim como o Leo.

Falando do elenco atual, não posso deixar de citar duas pessoas guerreiras: Gabriel e Gaby. Eles abraçam o programa como ninguém. Já ficaram os dois sozinhos tocando o programa. Fico feliz vendo os dois crescerem. São um elenco maravilhoso para o SBT e já são apresentadores incríveis e inteligentes.

O Cartolano é aquele neto que toda avó quer. A Gaby é engraçada, é patricinha, mas é inteligente e sabe falar com o público. Amo os dois. O Fofocalizando deve muito a eles.

Temos um time incrível. Rodrigo Assis, no Rio de Janeiro, é um repórter incrível. Trabalha sozinho, produz e faz reportagem.

Do Fofoquito não preciso nem falar. O Fofoquito é o Fofocalizando. É popular, se vestia de mulher, topa tudo. Todos os artistas gostam dele. É difícil encontrar um artista que não fale com ele. É como se fosse meu filho. A gente troca ideias, dou conselhos e ensino.

Ele cresceu muito. Hoje tem o Fofo News e admiro onde chegou. Todo mundo o conhece. Onde vai, as pessoas param e querem tirar foto. É um repórter incrível e trabalhador. Não se importa com madrugada, chuva, fim de semana ou feriado. Basta falar que existe uma gravação e ele já está lá. Sabe falar com o público. Se você assistir a um link dele, é inacreditável o que faz com o povão. Ele é a cara do SBT.

Agora temos a Mini Fofa. É uma menina que trabalha em uma rádio. Está chegando agora e começando a aprender. O Fofoquito é muito parceiro dela e os dois se entendem muito bem.

NaTelinha - O programa de 10 anos terá plateia. Essa é uma reivindicação sua? Você gostaria de ter plateia continuamente? É seu sonho realizado?

Sempre sonhei. Desde o Fofocando, sempre achei que deveria ter plateia. Sempre quis e falei para todo mundo.

Seria legal trazer a dona de casa, que também tem opinião. Seria engraçado e legal ouvir uma mulher vivida, que tem filhos, cuida da casa e é o público do SBT. Ela poderia falar: "Não concordo com o Gabriel, não concordo com fulano de tal". Isso dá vida.

Mas entendo que é um programa diário e trazer plateia todos os dias é muito caro. O programa fica caro. Vamos fazer um teste. Quem sabe a Dani e o Murilo veem e resolvem usar?

É um sonho.

NaTelinha - Um dia é pouco para teste. Tinha que ter uma semana dos 10 anos... Aí a amostragem fica um pouco maior.

Tem que ter adaptação do estúdio. Vamos usar outro estúdio para ter plateia. E a gente falando de Fofocalizando, só poderia agradecer à Daniela Beyruti...

NaTelinha - A Daniela assiste ao programa como o Silvio assistia?

Ela me liga, dá sugestões, manda coisas e pautas. A gente troca ideias. Ultimamente, não muito, porque ela está de férias e também está fazendo uma reformulação no SBT.

É uma das melhores chefes que já tive na vida.

NaTelinha - Só não é melhor que o Silvio Santos?

Não existe ninguém melhor que o Silvio. O Silvio é como o Pelé: ele está lá e depois vem todo mundo.

Mas ela é uma das melhores chefes que tive. Tanto em coisas materiais e ideias, como cenários, quanto em pautas e orientações: "Esquilo, tome cuidado com isso, tome cuidado com aquilo". Gosto muito dela. É uma pessoa boa, tem um coração incrível e sempre me ajuda naquilo que preciso.

Agora também tenho o Murilo. Além de ser meu amigo há muitos anos, ele é incrível. As pessoas têm medo dele porque é sério, tem aquele jeito, mas possui um coração gigantesco. É um cara bom, inteligente e conhece televisão. Trabalhou 40, 45 anos no SBT, além de Band e outros canais. Passou por tudo e manja muito.

Quem trabalha em televisão há muitos anos sabe o que é televisão. Antigamente, a gente não pensava em hora extra ou em dia. Se fosse necessário sair na manhã seguinte, saía. Não era exploração, era o jeito da televisão e eu sempre gostei. Foi assim na Globo, Record e Band. Sempre trabalhei muito.

O pessoal sai da faculdade hoje e já pergunta se tem home office. Televisão não é home office. Você precisa estar aqui, aprender, ir ao switcher, à edição e à externa. Todo diretor tem que editar, ir ao switcher e à externa. A externa ensina a ser um bom diretor. Eu aprendi a ser diretor sendo o cara da externa, porque nela você precisa se virar.

Vou contar algo que nunca contei para ninguém. Comecei no teatro, ajudando um amigo em umas peças. Eu era contrarregra. Conheci Roberto Talma (1949-2015), um dos maiores diretores da minha vida, que me ensinou. Ele me levou para a Globo.

Eu era assistente de produção e já dirigia. Criei um quadro, levei para o Faustão, ele gostou e falou: "Pode fazer". Comecei a fazer. Só virei diretor muito tempo depois, mas já dirigia sem ser diretor.

Eu fazia hora extra, ia à edição, sentava ao lado do diretor de TV e perguntava: "O que é isso?". Ele dizia: "Você é chato, hein?", mas me ensinava. Antigamente, eu gravava muito. Saía gravando como louco. O cara dizia: "Esquilo, você não vai usar tudo isso. Já tem que dirigir editando na sua cabeça". A partir daí, fui um diretor muito rápido.

NaTelinha - Foi a faculdade da vida...

Faculdade da vida. Aprendi tudo. Fui morar em um estado onde não conhecia ninguém e morei dentro do carro durante um ano e meio, sem dinheiro para ir a lugar nenhum. Mas queria aprender e viver disso. Foi paixão desde a primeira vez na televisão.

Eu amo isso. Tanto que tenho três stents no coração. É de trabalhar muito, do estresse e de comer na hora errada. Mas é o que amo e me deixa feliz.

Foi onde paguei a faculdade da minha filha, ajudo minha neta, sustento minha família e conquistei tudo que queria através da televisão. É aqui dentro que me sinto bem.

O melhor lugar em que trabalhei na vida se chama SBT. Foi onde aprendi a ser quem sou hoje. É uma das melhores empresas para trabalhar no planeta, não apenas entre as emissoras. Aqui, Silvio deixou um legado: cuidar dos colegas de trabalho, como ele diz. Ele valoriza muito isso e as filhas estão seguindo o mesmo legado.

Sou feliz e venho trabalhar feliz, mesmo nos momentos difíceis. O Fofocalizando me deu uma casca muito grossa.

NaTelinha - Você fala do Silvio no presente. Parece que ele ainda está aqui.

Sim, porque uso as mesmas coisas que ele me ensinou. Toda vez que vou fazer uma reunião, penso: "Será que o Silvio gostaria disso? Será que a Dani vai gostar?". Se sei que a Dani não vai gostar, não faço. Apenas mudei o DNA do pai para a filha.

E agora tem o Murilo. Como diretor artístico, ele tem me ajudado muito. Entende muito fácil porque temos o mesmo pensamento sobre como as coisas precisam funcionar.

NaTelinha - O que deixaria Silvio Santos orgulhoso no Fofocalizando atual?

Diretor do Fofocalizando faz balanço dos 10 anos: \"Minha vida, minha alma, meu sangue\"
Carol Lekker, Gabriel Cartolano, Gaby Cabrini, Matheus Baldi e Thayse Teixeira; a formação 2026 do Fofocalizando - Foto: Divulgação/SBT

Os 10 anos. O programa chegou aos 10 anos e acho que ele ficaria muito orgulhoso porque é uma ideia dele.

Vou contar uma coisa engraçada. Um dia, a gente estava fazendo o Triturando e ele me ligou. O programa já estava para acabar e ele falou: "Continua". Eu falei: "O quê?". Ele respondeu: "Continua, vamos embora".

Ele tirou o programa que viria na sequência, não lembro qual era. Acho que era o Casos de Família, mas não lembro. Eu falei: "Silvio, acabaram as pautas". Ele respondeu: "Não tem problema, anota aí".

A gente colocava no viva-voz e anotava o que ele queria. Ia à internet, pegava foto, colocava no telão e tocava aquilo que ele pedia. Fomos embora. Quando chegou a hora, ele falou: "Está bom, Esquilo. Pode devolver. Muito bom". Aí devolveu o horário.

NaTelinha - Com que frequência ele fazia isso?

Foi uma vez só.

NaTelinha - O que estava tão bom para ele pedir que o programa continuasse?

Ele estava assistindo e gostando. Mandou esticar e fomos embora. Qual faculdade vai ensinar você a se virar ao vivo para fazer as coisas que ele queria?

Foi o melhor professor que tive no planeta. Não haverá outro igual, não nascerá outro igual. Como Pelé e Senna, não vai existir mais ninguém. Tento seguir no Fofocalizando aquilo que ele me ensinou e ser o mais honesto possível em memória dele.

NaTelinha - O que você pode adiantar de novidade que esteja planejando para depois dos 10 anos?

Estamos preparando quadros novos para o aniversário de 45 anos do SBT, que, por coincidência, acontece no mesmo mês do aniversário do Fofocalizando.

Tem um quadro novo chamado É De Lá Que Eu Vim. São artistas que fazem muito sucesso em outros estados, mas ninguém conhece no circuito onde tudo funciona. Quando vêm fazer show aqui, a gente os acompanha e conta a história. Vai ser bem legal.

Também estamos querendo fazer outro. Tem artista que se lasca muito. Não é apenas a população. Tem artista que perde tudo. A gente quer mostrar esses caras se lascando de um jeito engraçado no programa.

Queria, nesses 10 anos, agradecer à minha produção. Sem essa galera, sem essas meninas que estão aqui, nada seria possível. Ronaldo, que é assistente de direção, Gabi, Ivana, Adriana, Lari, Ana Bia, Mandinha, Bruna, Grazi, tanta gente que vou esquecer, mas Deus sabe que estão no meu coração.

A Helena era do digital e eu a coloquei como repórter. É muito inteligente. Quero deixar meu carinho a todos, ao Salatiel, ao pessoal da edição e do switcher, que me ajudou tanto nesses 10 anos. Também aprendi muito com eles, porque nem sempre eu tinha razão. Sou um cara que sabe errar e pedir desculpas.

Quero agradecer do fundo do coração a todo o elenco que participou do Fofocalizando. E deixar um agradecimento muito especial à Daniela Abravanel Beyruti, ao Murilo, ao Rodrigão, ao Leon e ao Eric, por confiarem em mim durante todos esses anos.

Neste ano, principalmente, que foi muito importante por causa da Copa. Amo trabalhar no SBT, amo o Fofocalizando e estou aqui para ajudar o SBT, os colegas de outros programas e a divulgação, no que precisarem.

O Fofocalizando não é meu, é do SBT. Também quero agradecer ao elenco atual, porque vocês são guerreiros: Gabriel, Gaby, Matheus, Thayse e Carol. Amo vocês. Que tenham vida longa no SBT, porque é uma casa maravilhosa.

Obrigado a todos os telespectadores. Sem vocês, não conseguiríamos nada. E uma coisa importante: obrigado aos patrocinadores. Estamos aqui há 10 anos por causa deles.

Participe do nosso grupo e receba as notícias mais quentes do momento.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Participe do grupo
Mais Notícias

Enviar notícia por e-mail


Compartilhe com um amigo


Reportar erro


Descreva o problema encontrado