NaTelinha Talk

Ex-presidente do Ibope abre o jogo sobre críticas ao instituto: "Não é fácil"

Melissa Vogel é referência no mercado de mídia


Melissa Vogel de roupa preta e branca, falando, de cabelo solto

O NaTelinha Talk desta segunda-feira (20) recebeu Melissa Vogel, profissional que é uma das referências do mercado brasileiro de mídia, dados e publicidade. Na conversa com Carol Gazal, a ex-presidente da Kantar Ibope Media, que passou por uma mudança de marca e agora se chama Fifty5Blue, falou sobre as polêmicas envolvendo a empresa.

Logo depois de contar como chegou ao instituto, que segue sendo líder nacional em mensuração de audiência, insights de consumo e inteligência publicitária, a radialista comentou sobre as métricas de medição e destacou que o Brasil se tornou referência para outros países no assunto décadas atrás. Atualmente, o Grupo opera em solo brasileiro sob a marca Ibope.

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"Você sentia, quando você trabalhava com isso no Ibope, uma empresa que, como você falou, revolucionou a tecnologia para ter a audiência ao vivo das emissoras e exportou isso lá fora, que o Ibope foi injustiçado em algum momento com críticas?", perguntou Carol Gazal.

Melissa Vogel respondeu: "Eu acho que faz parte da atuação. Imagina que é uma empresa que está ali trabalhando como um termômetro da indústria. O Ibope só consegue entregar o que ele entrega porque ele trabalha com vários fóruns, com comitê, tem uma construção conjunta com o mercado, o que é importante".

"Qualquer métrica depende de consenso", afirma ex-presidente do Ibope

Melissa Vogel não entrou em detalhes sobre as críticas que a Kantar Ibope Media recebia. Várias polêmicas em relação ao instituto vem sendo levantadas por executivos de televisão e até donos de emissora, além de jornalistas e influenciadores que cobrem os números de audiência. A principal crítica é que a metodologia de medição de audiência defasada e inadequada para a era digital.

No entanto, no NaTelinha Talk, a executiva admitiu que o consenso acaba acontecendo no fim das contas: "Qualquer métrica, em qualquer lugar do mundo, depende de consenso, dos vários players conversando para definir para onde vai a medição. Esse consenso não é fácil, mas o consenso acaba acontecendo por necessidade de mercado e com embasamento técnico".

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