NaTelinha Talk

Diretor diz que Beatriz Segall duvidou que ele fosse judeu: "Com essa cara de baiano?"

Gustavo Barchilon se tornou amigo da atriz


Beatriz Segall e Gustavo Barchilon em montagem de duas fotos

Em bate-papo com Carol Gazal no NaTelinha Talk desta terça-feira (7) apresentado por Carol Gazal, o diretor de teatro Gustavo Barchilon lembrou de sua amizade com a atriz Beatriz Segall (1926-2018). Os dois tiveram um primeiro contato controverso, mas depois se tornaram inseparáveis.

O produtor conheceu a veterana quando era assistente de direção. "A Beatriz ia fazer um espetáculo com a companhia com a qual eu estava trabalhando. Eu sou judeu, a Beatriz era judia, e a gente se conectou pela primeira vez por causa disso", lembrou.

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"Quando eu falei que era judeu, ela falou 'judeu com essa cara de baiano?'. Porque meu pai é marroquino e minha mãe é polaca, eu sou misturado. Os dois são judeus, mas misturados. Todo mundo começou a rir. Ninguém queria falar com ela e eu falei 'você quer um cachorro-quente?'. No final, ela falou 'ele pode me levar para casa?', e eu levei ela para casa", detalhou Gustavo.

Diretor se tornou amigo de Beatriz Segall

Gustavo Barchilon contou que Beatriz Segall não conseguiu decorar o texto daquele espetáculo e que pediu para que ele fosse seu "ponto eletrônico". O então assistente de direção afirmou que nunca havia cantado falas para nenhum ator, mas que a veterana "cismou" com ele.

"Virou um amor por causa dessa peça. Tanto que ela me apresentou para os melhores amigos dela, que me incluíram no grupo. Natal a gente passava juntos, ela contratava uma pessoa para tocar, a gente cantava, ela falava das experiências, dos filmes, dos livros", revelou.

O carinho virou companheirismo: "Sempre ia na casa dela, levava um docinho, conversávamos. Até ela ficar bem velhinha. Fui para o hospital quando ela caiu, cuidei dela, e agora o neto dela, que mora em Nova York, está escrevendo uma peça que vou dirigir".

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