Competição

Diretor da Globo abre jogo sobre concorrência do SBT e da CazéTV na Copa do Mundo

“A Copa não está só na transmissão do jogo”, afirmou Manuel Belmar em entrevista


Manuel Belmar
Manuel Belmar atua como diretor financeiro e de produtos digitais - Foto: Globo/Daniela Toviansky

Diretor financeiro e de produtos digitais da Globo, Manuel Belmar analisou, em entrevista divulgada nesta segunda-feira (29), a concorrência do SBT e da CazéTV na transmissão da Copa do Mundo de 2026. Essa é a primeira edição do Mundial em que o grupo não exibe todos os jogos, competindo com outra emissora e com o canal de internet.

“A verdade é que a Globo sempre conviveu em um ambiente de forte concorrência. Primeiro na TV aberta, depois na TV por assinatura e, agora, também no digital. Inclusive em Copas passadas, onde sempre dividimos a exibição com outros players. O que mudou foi a dinâmica das transmissões esportivas”, afirmou Manuel Belmar à Veja.

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A Globo tem sido criticada sobre a ausência de jogos importantes na programação. Sobre o assunto, ele disse: “Hoje, o grande desafio é combinar duas realidades: a escalada dos custos de direitos e a estratégia para capturar a atenção do torcedor, que está fragmentada entre tantas ofertas. Uma fragmentação que é realidade não só no Brasil”.

“A discussão é bem mais ampla do que apenas ter o direito de exibir as partidas. É sobre o que você faz com isso, porque o investimento não termina na compra dos direitos. Ele só começa ali”, defendeu.

Belmar também ressaltou que as primeiras semanas da Copa consolidaram a TV aberta como a principal vitrine para o evento. “Segundo o Ibope, as 20 maiores audiências da Copa até agora são da TV aberta. Mesmo com metade dos jogos, a TV aberta já alcançou 90% de todo o público que acompanha a competição”, informou.

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“Mais de 41 milhões de pessoas assistiram a jogos somente na Globo, não tiveram contato com nenhuma outra transmissão. Ao mesmo tempo, a gente percebe que parte do público que costumava acompanhar a Copa em edições anteriores não está sendo alcançada pelos jogos exibidos apenas no streaming. Isso acontece porque a TV aberta, em especial a Globo, fala com muita gente.”

Manuel Belmar

Ele explicou: “A Copa não está só na transmissão do jogo. Ela aparece nos telejornais, nos programas de entretenimento, nas redes sociais, em toda a programação. E impacta até pessoas que nem estavam planejando assistir à Copa. Essa capacidade de capturar atenção e transformar um evento em assunto do dia é um ativo muito próprio da Globo”.

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“A Copa não é a primeira competição em que a gente percebe este mesmo movimento. Talvez essa seja a confusão mais comum: confundir comunicação de massa com soma de nichos”, destacou.

Ele ainda disse: “A TV tem um lugar muito importante nos momentos em que o país está atento ao mesmo assunto. Ela continua alcançando praticamente todos os brasileiros, com qualidade editorial, ambiente seguro e capacidade comprovada de gerar atenção e impacto em escala”.

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