Fifa diz que dividir Copa do Mundo entre Globo, SBT e CazéTV é evolução da mídia esportiva
Diretor da entidade afirmou em entrevista divulgada neste domingo (28): “Não vemos qualquer problema nesse modelo”
Publicado em 28/06/2026 às 17:30
Para a Fifa, dividir a Copa do Mundo entre Globo, SBT e CazéTV é uma evolução da mídia esportiva. Foi o que afirmou o diretor de negócios da entidade, Romy Gai, em entrevista divulgada neste domingo (28). Para ele, não há potencial conflito de interesses o fato de a emissora de Casimiro Miguel transmitir os jogos.
A CazéTV pertence a LiveMode, empresa que adquiriu os direitos de transmissão do Mundial na América do Norte para o Brasil.
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Ao Estadão, Romy Gai afirmou: “Esse é um modelo consolidado em toda a indústria da mídia esportiva. Dependendo da estrutura de determinado mercado, é bastante comum que um detentor de direitos mantenha parte deles para suas próprias plataformas enquanto sublicencia outros, sempre sujeito à aprovação da Fifa”.
“A Livemode adquiriu os direitos de diversas competições da Fifa desde 2022 com a clara intenção de explorar total ou parcialmente esses direitos por meio da CazéTV, e isso sempre foi totalmente transparente, realizado com o conhecimento e a aprovação da Fifa.”
Romy Gai
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Ele completou: “Essa estratégia nos ajudou a atingir nossos objetivos no Brasil e, por isso, não vemos qualquer problema nesse modelo”.
Sobre a próxima edição do evento, Gai afirmou: “Ninguém detém atualmente os direitos de mídia da Copa do Mundo da Fifa de 2030 no Brasil, e ninguém foi excluído do processo”.

Polêmica com as bets
A plataforma do influenciador Casimiro Miguel é o único veículo a ter os direitos de exibição de todas as partidas do Mundial. Recentemente, o Ministério da Justiça abriu uma investigação contra a empresa por supostamente fazer “publicidade abusiva” de bets.
A CazéTV mudou a forma como tem tratado os comerciais de bets em suas transmissões, optando por uma abordagem mais tradicional, sem que narradores e comentaristas falem as odds durante o jogo. A questão diz respeito aos “próprios veículos de comunicação”, segundo o diretor da Fifa.