Banco de Edir Macedo, dono da Record, é alvo de investigação da Polícia Federal
Operação bloqueou R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais
Publicado em 23/06/2026 às 12:35,
atualizado em 23/06/2026 às 12:39
O bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e dono da Record, é alvo de investigação da Polícia Federal, por ser proprietário do banco Digimais. A Operação Miragem investiga um esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Ao todo, foram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo contra 10 empresas e 8 pessoas físicas. Como reside no exterior, não foi solicitado mandado de busca e apreensão contra Edir Macedo neste momento.
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De acordo com informações divulgadas pelo portal G1, o esquema envolvia a manipulação de balanços do banco, a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas para ocultar a verdadeira situação da instituição. O banco ainda não se pronunciou sobre o caso.
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Também foi autorizado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, incluindo Macedo, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.
A PF analisou relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil e viu graves irregularidades na condução dos negócios. Os investigados poderão responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.
Fundado em 1981 como Banco Renner, o Digimais tornou-se um banco digital em 2020, quando passou ao controle integral de Edir Macedo. Ele era acionista minoritário desde 2009. Atualmente, o foco da instituição é em operações de crédito, especialmente financiamento de veículos.