Lula aponta problemas da seleção brasileira, mas crava: "Pode ser campeã do mundo"
Presidente participou do Sem Censura e apostou no título da seleção brasileira como possível
Publicado em 22/05/2026 às 21:10
O presidente Lula (PT) participou nesta sexta-feira (22) do Sem Censura, na TV Brasil. Na entrevista, a nomes como Cissa Guimarães, titular do programa da emissora pública, o político cravou que a seleção brasileira pode ser campeã do mundo, na Copa deste ano, que vai começar em junho.
Durante o papo, Lula fez questão de falar que vivemos uma geração de jogadores abaixo das anteriores. "Lamentavelmente, a gente não tá numa fase da produção de tantos gênios de futebol como a gente já teve. Na seleção de 70, a seleção de 58, a seleção de 2002. A seleção de 94 foi campeã do mundo, mas a gente, para celebrar, ela quase não se classifica."
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"Porque o Romário tava vetado. E para a gente classificar, foi obrigado a trazer o Romário de volta, colocar o Romário para jogar, e o Romário, que é um gênio — eu não conheço nenhum centroavante mais gênio que o Romário, com toda a irreverência dele, eu gosto muito do Romário, não quero saber que partido que ele tá, eu gosto dele pela irreverência dele — e gosto dele como jogador de futebol que ele foi. Então, a gente... o Romário salvou o Brasil", afirmou Lula, ao se referir ao atual Senador pelo PL e que foi o destaque do Brasil no tetra.
O presidente foi além e cravou que o título pode vir. "A seleção pode ser campeã do mundo. Pode ser campeã do mundo, o problema é que a gente não tem nem mais um ídolo. Mas se o nosso técnico, o Ancelotti, conseguir imprimir seriedade, respeito... sabe? A gente pode ser campeã do mundo. Porque a gente não tá essa Brastemp nenhuma, mas também os outros não estão", afirmou.
"O que me preocupa é a França. O que me preocupa é a França. Sabe? Que tem menos jogador estrangeiro do que os ingleses. Você pega um time de futebol inglês, tem de 11 titular, tem nove estrangeiro. Aqui no Brasil também! Pega o Flamengo, pega o Palmeiras, pega o Corinthians, pega o Botafogo — todos têm oito ou nove jogadores estrangeiros.", insistiu ele.
O político e pré-candidato para o quarto mandato, ele também analisou os adversários. "O que é mais grave é o seguinte: os europeus compram os melhores de cada país. A gente compra o segundo melhor. A Série B compra o terceiro melhor, ou seja... (Risos)", definiu. "Então, vai fechando o espaço para os nossos meninos. Mas que nós temos jogador bom, temos. A gente pode ser campeão do mundo. Agora, o Ancelotti precisa tomar cuidado, porque essa molecada tem que saber o seguinte: eles estão jogando em nome de um país que tem 215 milhões de habitantes, e essa meninada tem que lembrar sempre o que eles eram antes de ficar famosos", prosseguiu.
"O futebol sempre... eu acho que a Seleção Brasileira tem que unir os brasileiros. Eu não fico preocupado que um direitista vista a camisa do Brasil. Eu vou vestir a camisa do Brasil nos jogos, porque eu sou brasileiro, torço antes deles. Claro! Eles nem eram nascidos e eu já estava torcendo quando a gente perdeu da Suíça em 54, pô! (Risos) Então, não vou abrir mão disso. Eu sei da derrota que nós sofremos em 1966, quando machucaram o Pelé e o Eusébio, virou aquela bomba de jogador que virou. Eu sei! Mas a camisa brasileira não é deles, é nossa. E eu tenho que vestir a camisa brasileira", finalizou.