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Adriana Araújo relembra 1ª entrada ao vivo no JN: "Sentei na sarjeta e desabei a chorar"

Jornalista revelou bastidores da estreia como repórter em rede nacional no Natal de 1995


Adriana Araújo
Adriana Araújo sobre primeira aparição no Jornal Nacional: "Quando acabou, eu sentei na sarjeta da Praça da Liberdade, no coração de Belo Horizonte, no meio-fio, e desabei a chorar" - Foto: Reprodução/Montagem NaTelinha
Por Walter Felix

Publicado em 12/05/2026 às 13:08,
atualizado em 12/05/2026 às 13:08

Adriana Araújo relembrou, em participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, a sua primeira entrada ao vivo no Jornal Nacional, da Globo. Foi em 1995 e, após a aparição em rede nacional, a então repórter sentou na sarjeta da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), e “desabou a chorar”.

Na entrevista, Adriana Araújo contou que entrou na Globo como estagiária em 1994. Por escrever bem, foi logo promovida a editora, mas pleiteava uma vaga como repórter. “Aconteceu aquela conjunção dos astros. No Natal de 1995, dois repórteres saíram, e no plantão não tinha repórter”, contou.

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A reportagem era sobre a iluminação de Natal no ponto turístico da capital mineira. Com poucas experiências de rua, ela fez sua estreia no JN.

Ela detalhou os bastidores daquela noite: “O Jornal Nacional, naquela época, você tinha um tempo cronometrado. E tinha um tal de ‘não pode errar’. Não era tão natural como é hoje. Hoje, o jornalismo é muito mais ‘conversado’. Naquela época, era muito cronometrado, muito preparado”.

“Você tinha que cumprir o texto que você aprovou com vários editores, que o chefe do Jornal Nacional, no Rio, já tinha aprovado. No seu ponto [eletrônico], as pessoas ficavam: ‘Não pode errar, não pode estourar o tempo’”, relembrou.

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“Quando passei para a repórter de Florianópolis, fiquei como uma estátua, para ter certeza que tinha saído do ar. Quando acabou, eu sentei na sarjeta da Praça da Liberdade, no coração de Belo Horizonte, no meio-fio, e desabei a chorar. As doninhas, as pessoas em volta diziam: ‘Não chora, não, minha filha, você foi tão bem’.”

Adriana Araújo

Hoje âncora do Jornal da Band, a veterana explicou que aquela era a realização de um sonho de criança. “A minha brincadeira era pegar o martelo de bater bife na gaveta da cozinha, ir para o espelho e narrar o que tinha assistido no jornal ou que tinha visto na rua.”

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