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"O jornalismo que o SBT faz não é bom", crava Flávio Ricco

Colunista falou sobre os noticiários policiais da emissora da família Abravanel


Flávio Ricco no NaTelinha Talk, de camisa social azul, falando em microfone, sério

Convidado do NaTelinha Talk desta segunda-feira (27), Flávio Ricco afirmou que, se fosse da diretoria do SBT, não reservaria tantas horas de sua programação para os chamados jornais policiais. O jornalista explicou que, para ele, tentar bater de frente com a 'especialidade' da Record não vale a pena.

O assunto veio à tona quando o colunista afirmou que o problema da televisão aberta atualmente é a falta de criatividade, já que os canais estão comprando muitos formatos prontos: "Deixamos escapar grandes anunciantes porque não estamos sabendo fazer".

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Foi aí que Flávio Ricco teceu elogios a Murilo Fraga, que reassumiu há poucos dias a direção de programação do SBT. O jornalista reconheceu o talento do executivo, mas destacou que ele enfrenta questões contratuais e recursos limitados no canal de Osasco.

"Se eu fosse a Daniela Beyruti, eu não botaria jornal das três da manhã até uma hora da tarde. Não fatura. Ainda mais jornal policialesco, ninguém bota dinheiro nele. No máximo, testemunhal, e é pouco", pontuou ele, mencionando a presidente do SBT.

Flávio Ricco afirma que fazer jornalismo bom custa caro

Ainda falando sobre os jornais policiais do SBT e a situação da TV aberta no Brasil, Flávio Ricco destacou que custa caro produzir jornalismo bom. "Fazer jornalismo bom é caro e o jornalismo que o SBT faz não é um jornalismo bom. Ele não tem recursos. Com um ou dois repórteres, não dá para fazer todo esse espaço de jornalismo, não dá para botar bons produtos no ar", avaliou.

"A Record tem condições de fazer isso. Não sei se é porque o dinheiro cai do céu, mas ela pode e tem um jornalismo muito bom e estruturado. Querer bater de frente com a Record naquilo que a Record faz de melhor é uma invertida, uma roubada", destacou.

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