Lenda da publicidade, Dalton Pastore explica por que a TV aberta não vai morrer
Executivo fez uma avaliação sobre o mercado
Publicado em 20/04/2026 às 19:13
Dalton Pastore foi o convidado do NaTelinha Talk da última sexta-feira (17) e fez sua avaliação sobre a TV aberta. Para o publicitário, que é um dos maiores nomes do mercado brasileiro, a televisão não vai morrer por dois fatores específicos.
"Eu acho que a televisão aberta, em geral, sempre vai existir com dois universos. Um é o consumir de classe C e D, que não vai assinar streaming, não tem uma internet de alta velocidade por enquanto. Esse é um grupo", iniciou.
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O presidente da ESPM acrescentou: "O outro é porque eles ainda têm o poder de comprar os grandes eventos esportivos, grandes eventos, em geral. Então, você vai para a TV aberta porque você vai querer ver um jogo de futebol, você vai querer ver uma corrida de Fórmula 1, então vai coexistir durante muito tempo".
Ainda na conversa com Gustavo Leme, Dalton Pastore deu um exemplo utilizando a própria rotina: "A história da TV, a origem já é diferente. Às vezes, eu chego em casa depois de um dia inteiro tomando decisões e quero ligar a TV e ver o que está passando, não quero decidir nada".
Mídia de massa perdeu o monopólio, admite Dalton Pastore
Apesar de dizer que a TV aberta vai continuar existindo, Dalton Pastore admitiu que a mídia de massa sofreu uma quebra de monopólio. "A indústria desconcentrou, espalhou por causa do digital. O que aconteceu com mídia, indústria da comunicação em geral, agências e produtoras de conteúdo foi que nós tínhamos um monopólio e perdemos o monopólio. Simples assim. O que aconteceu foi quebra de monopólio", explicou.
"Hoje tem um número gigante de produtores de conteúdo e o dinheiro da publicidade lá, junto. Isso foi um abalo dramático na mídia de massa, no poder da mídia de massa. Acabou a mídia de massa? Não acabou, nem vai acabar, mas não será mais poderosa como era há 25, 30 anos", completou ele.