"Só queria que fizessem direito", argumenta ex-diretor sobre críticas ao Viva a Noite
Homero Salles foi quem formatou o programa na década de 80
Publicado em 08/04/2026 às 16:50
Responsável por formatar e dirigir o Viva a Noite na década de 80, quando o programa bombou sob o comando de Gugu Liberato (1959-2019), participou do NaTelinha Talk desta quarta-feira (8) e explicou o motivo de ter criticado a nova versão da atração, que voltou ao ar no SBT.
"É muito feio uma pessoa do ramo criticar a outra, um diretor falar de um diretor ou de um programa. Isto dito, digo que o meu problema com o Viva a Noite é que eu sou o único vivo daquela época, a única pessoa viva. Não fui consultado, poderia ter sido consultado", iniciou.
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O executivo destacou também que quadros criados por ele estão sendo reproduzidos: "Fazer o Viva a Noite deveria ser uma inspiração, porque tem quadro que está sendo feito que foi criado por mim. Se eu não pedi emprego, se não estava querendo ser ressarcido, não tô discutindo se tenho direito de ganhar ou não, só queria que fizessem direito".
Homero Salles fala sobre frustração com o Viva a Noite
Homero Salles explicou que o Viva a Noite é um ícone e, quando ele assistiu à nova versão do programa, se sentiu como um profissional que vê um projeto querido ser tratado sem o devido cuidado. Ele garantiu que não se posicionou contra a atração para 'ganhar biscoito', mas para fazer um desabafo.
"Quando escrevi aquilo, foi no intuito de ajudar, de dizer 'peraí, tá errado isso'", pontuou, citando um dos quadros que foi ao ar recentemente. "Não tem mais essa pegada, o auditório tinha token para votar, eu dividia quem ia torcer para as mulheres e quem ia torcer para os homens, o auditório pegava fogo, havia uma participação enorme", lembrou.
O ex-diretor alegou que poderia citar vários exemplos do que não gostou e que falta interatividade, além de ressaltar que o Viva a Noite original era mais intimista. Ele também explicou que pensou que sua opinião seria bem recebida e que poderiam consulta-lo.