Luciano Huck critica uso de IA na política: "Sou a favor de proibir"
Apresentador fez alerta sobre fake news e disse ser contra o uso de inteligência artificial em campanhas oficiais, o que já vem sendo feito
Publicado em 08/03/2026 às 16:20,
atualizado em 08/03/2026 às 17:05
Luciano Huck criticou neste domingo (8) o uso de inteligência artificial na política. A poucos meses das eleições presidenciais, o apresentador do Domingão, na Globo, alertou sobre a propagação de fake news no período e disse ser a favor da proibição do uso de IA em campanhas políticas.
O posicionamento de Luciano Huck foi ao ar durante o quadro Quem Quer Ser um Milionário?. O assunto veio à tona no papo com o participante Luiz Cordovil, do Amazonas, um engenheiro especializado em Inteligência Artificial.
Após uma pergunta envolvendo o regime nazista na Alemanha, o comunicador citou as desinformações propagadas por Hitler junto à população na época. Em seguida, falou sobre o momento da política atual no Brasil.
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“A gente está em um ano eleitoral e tem que tomar muito cuidado com a desinformação. O mundo não está preparado para uma eleição em país das dimensões do Brasil, dos Estados Unidos, com grandes populações e muita tecnologia, como é o nosso caso, para a quantidade de fake news”, alertou.
Ele citou técnicas como deepfake, usadas para propagar informações falsas. “Você vai ver a imagem, vai ouvir a voz da pessoa e não vai ser ela falando, aquilo é mentira. A gente vai ter um ano muito delicado sob o ponto de vista de você realmente buscar a procedência do que você receber como informação.”
O comunicador alertou o público: “Se você receber uma coisa estranha, vá nos veículos sérios de jornalismo e veja se é verdade. Busque na internet para ver se é verdade, porque a chance de você estar recebendo fake news, com a cara e a voz de quem você conhece, durante essa eleição, vai ser grande”.
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Huck ressaltou que a tecnologia pode oferecer “coisas maravilhosas”, mas também traz perigos. Ele disse ser contra o uso da IA para criação de campanhas publicitárias, por exemplo, o que já vem sendo feito por alguns partidos.
“Eu, pessoalmente, sou a favor de proibir o uso de ferramentas de inteligência artificial para a produção de conteúdo político, seja para os governos na esfera federal, municipal ou estadual, seja para candidaturas.”
Luciano Huck
O apresentador frisou: “Tem que proibir o uso de inteligência artificial, porque se a política é para melhorar a vida das pessoas, não adianta você criar uma que não existe para falar de política, mas isso é uma outra conversa”.