Prisão de Sidney Oliveira gera temor por corte de publicidade na TV
Empresário é um dos principais anunciantes da televisão
Publicado em 12/08/2025 às 12:27,
atualizado em 13/08/2025 às 13:31
A prisão de Aparecido Sidney de Oliveira, fundador da Ultrafarma, nesta terça-feira (12), causou forte repercussão nos bastidores da SBT, Band e RedeTV!. O empresário de 71 anos foi detido temporariamente em sua chácara em Santa Isabel (SP), como parte de uma operação do Ministério Público que investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda.
Diante disso, nos bastidores, há especulações sobre possíveis cortes nos patrocínios, o que poderia impactar diretamente a programação e o financiamento de atrações que contam com o apoio da marca. Fontes bem posicionadas nesses canais de TV relataram ao NaTelinha que uma hipotética ausência da empresa seria substancialmente sentida nos cofres.
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Há, no entanto, quem acompanhe o desenrolar dos fatos com mais ceticismo. A exemplo do que aconteceu com o proprietário da marca de refrigerantes Dolly em um passado não tão distante, mesmo com sua prisão, a empresa seguiu anunciando na TV. A esperança é que isso ocorra, mas desta vez, tendo Sidney no olho do furacão.
Sidney Oliveira é um dos principais anunciantes na TV

O empresário é uma figura conhecida não apenas no setor farmacêutico, mas também na mídia, graças aos contratos milionários de patrocínio que sua empresa mantém com programas e artistas dessas emissoras. A Ultrafarma, fundada em 2000, é uma das maiores redes de farmácias do Brasil e se destacou pela venda de genéricos e forte presença no e-commerce e na publicidade de TV.
Além dos impactos na imagem e nas relações comerciais, a empresa de Oliveira poderá ser obrigada a ressarcir os cofres públicos, caso fique comprovado que obteve benefícios fiscais de forma indevida. Procurada pelo NaTelinha, a Ultrafarma até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Por que Sidney Oliveira foi preso?
Sidney Oliveira, empresário e dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso durante a Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A ação investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda estadual.
Os principais pontos da investigação:
- O esquema teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas.
- Auditores fiscais manipulavam processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários de empresas do varejo.
- Em troca, recebiam pagamentos mensais por meio de uma empresa registrada no nome da mãe de um dos fiscais.
- Além de Sidney Oliveira, também foram presos um executivo da Fast Shop e o auditor fiscal apontado como líder do esquema.
- Foram cumpridos mandados de prisão e busca em residências e sedes das empresas envolvidas.
- Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa