Dudu Nobre se emociona ao homenagear Arlindo Cruz no É de Casa
Sambista relembrou amizade de décadas e destacou importância artística e pessoal de Arlindo
Publicado em 09/08/2025 às 11:33
O cantor e compositor Dudu Nobre participou na manhã deste sábado (9) do programa É de Casa, da Globo, em homenagem a Arlindo Cruz, que morreu no mesmo dia, aos 66 anos, no Rio de Janeiro.
A causa da morte foi atribuída a complicações decorrentes de problemas de saúde, incluindo sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2017 e uma internação por pneumonia desde maio deste ano.
Durante a participação, Dudu Nobre falou sobre a longa amizade com Arlindo Cruz, construída desde a infância, quando ele tinha cinco anos. O vínculo se fortaleceu ao longo das décadas, com parcerias em composições e apresentações, entre elas a canção Kizomba.
O sambista ressaltou a presença constante de Arlindo em sua vida profissional e pessoal, citando sua disponibilidade para participar de shows, gravações e programas de televisão.
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Visivelmente emocionado, Dudu descreveu o amigo como um artista de grande versatilidade, capaz de transitar entre o samba de partido alto, samba-enredo e samba romântico, além de retratar a realidade das favelas em suas composições. Segundo ele, Arlindo era um “cronista da vida” e autor de mais de mil músicas.
“A gente já estava se preparando, o nosso guerreiro, o nosso gigante descansou. Ele lutou, um combate, uma guerra muito forte. Nossa missão é eternizar esse grande nome do samba. Para mim foi um privilégio poder conviver e viver no mesmo tempo que o Arlindo Cruz. Perda doída”, declarou.
O músico recordou ainda a proximidade que tinham fora dos palcos. “Para quem conviveu, era um parceiro meu de música, a gente sempre estava junto, um amigo fantástico, aquele que está em casa, pega o telefone e te liga: ‘aí meu compadre, está complicado aí, mas vai melhorar’”, acrescentou.
Dudu Nobre fala que AVC prejudicou Arlindo Cruz

Dudu Nobre disse que a ausência de Arlindo já era sentida desde o AVC, ocorrido há oito anos, e ressaltou a representatividade do sambista para o subúrbio carioca.
“Ele está fazendo muita falta já para a gente, desde o acidente. Ele representa o subúrbio, aquela maneira de viver a vida como se vivia antigamente, bem. Hoje vai ser um chamado e uma grande festa que o Arlindo merece.”
Ao final da homenagem, Dudu reiterou que considerava um privilégio ter vivido no mesmo período que Arlindo Cruz, destacando o impacto do artista no cenário musical brasileiro e o legado deixado por sua obra.