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Escolinha

Bruno Mazzeo provoca Paulo Cintura após ato com Bolsonaro

Filho de Chico Anysio se manifestou após ver ex-humorista da Escolinha com presidente

Bruno Mazzeo critica Paulo Cintura após ato com Jair Bolsonaro
Bruno Mazzeo critica Paulo Cintura após ato com o presidente Jair Bolsonaro
Paulo Pacheco

Publicado em 05/05/2020 às 16:09:38

Filho de Chico Anysio (1931-2012), Bruno Mazzeo alfinetou Paulo Cintura, ex-integrante da Escolinha do Professor Raimundo, após vê-lo na rampa do Palácio do Planalto ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no último domingo (3).

O humorista, que herdou do pai o papel de Professor Raimundo na nova versão do programa da Globo, provocou Cintura ao citar as coisas importantes que Chico Anysio fez para a cultura brasileira, exceto o personagem do bordão "Saúde é o que interessa".

"Meu pai fez muita coisa importante, muita coisa boa para a cultura, para a arte, para o entretenimento brasileiro, coisas que marcaram, coisas realmente importantes para a nossa cultura. Mas em compensação ele também lançou o Paulo Cintura", cutucou Mazzeo no Instagram.

Humoristas da primeira geração da Escolinha elogiaram o posicionamento de Mazzeo, como Heloisa Périssé (Tati) e Nizo Neto (Ptolomeu), também filho de Chico Anysio. Marcos Veras e Marcelo Adnet, do elenco do remake, também parabenizaram o colega.

Outros seguidores, porém, reclamaram de Mazzeo e o chamaram de "esquerdista". Em resposta a um crítico mais educado, o humorista explicou por que tem um péssimo relacionamento com Paulo Cintura.

"Não acho ele uma pessoa bacana, não. Pelo contrário, acho bem ingrato. Ao meu pai (com ele ainda em vida) e comigo --logo depois de participar de um filme meu--, foi à TV em programas de fofoca questionar meu caráter pelo simples fato de não estar na Escolinha nova. Portanto, como pessoa acho o mesmo que como comediante", afirmou.

Apoiador de Bolsonaro, Paulo Cintura participou do ato a favor do presidente e contra o STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília. O ex-integrante da Escolinha ainda alterou seu bordão para "Bolsonaro é o que interessa".

Em entrevista ao NaTelinha, publicada nesta terça-feira (5), Cintura defendeu a relação que tem com o presidente. “Eu moro num lugar e ele mora no lado. Surgiu, sabe? Surgiu do nada. Sem compromisso nenhum, sem interesse nenhum, como qualquer amizade. É que as pessoas hoje em dia têm o coração tão ruim que acham que tudo é armação. As pessoas não entendem amizade pura e sincera entre as pessoas. Esse é o problema, meu irmão”, bradou.

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