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5 startups de educação que usam tecnologia para reduzir o gap de competências profissionais no Brasil

Saiba como startups de educação estão usando tecnologia para reduzir a lacuna de competências profissionais


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5 startups de educação que usam tecnologia para reduzir o gap de competências profissionais no Brasil - Foto: Divulgação
Por Redação NT

Publicado em 07/05/2026 às 18:37,
atualizado em 07/05/2026 às 18:47

Resumo:

  • A distância entre as competências que o mercado pede e o que os profissionais realmente têm cria uma lacuna que freia produtividade e inovação — tanto empresas quanto trabalhadores precisam se atualizar constantemente para se manter relevantes.
  • Startups educacionais no Brasil estão usando tecnologia, IA e dados para transformar aprendizado em resultado real.
  • Não basta apenas oferecer conteúdo, é preciso criar ecossistemas de aprendizagem personalizados, com trilhas sob medida, micro aprendizagem que cabe na rotina corrida e conexão direta entre o que você aprende e o impacto no seu trabalho.

Sabe aquela sensação de que o mercado de trabalho está pedindo coisas que você não aprendeu na faculdade (ou que nem existiam quando você se formou)? Esse sentimento é bastante comum e é causado pelo skills gap – ou lacuna de habilidades – entre o que as empresas precisam e o que as pessoas realmente sabem fazer.

Com o mundo evoluindo mais rápido que a nossa capacidade de acompanhá-lo, é natural haver esse descompasso. A boa notícia é que a tecnologia está ajudando a fechar esse buraco e startups de educação que atuam no Brasil estão criando soluções inteligentes para transformar esse cenário. Vamos conhecer cinco delas?

O gap de competências no ambiente de trabalho moderno

A distância entre as competências que o mercado atualmente demanda e aquelas que os profissionais efetivamente possuem forma uma lacuna que gera queda de produtividade e dificuldade de inovação.

Diante desse cenário, cresce a pressão sobre os colaboradores, que passam a lidar com a necessidade constante de atualização e adaptação para se manterem relevantes e empregáveis. Na mesma medida, aumenta-se também a pressão sobre as empresas para estruturarem programas contínuos de qualificação e requalificação profissional, a fim de manterem sua competitividade.

Na perspectiva organizacional, o engajamento de equipes e a eficácia dos treinamentos corporativos são desafios centrais no ambiente de trabalho moderno. Já para o profissional, o desafio reside, por exemplo, na necessidade de gerenciar autonomamente sua aprendizagem, filtrar conteúdos relevantes e manter atualização constante em meio à sobrecarga de informações.

Em ambos os contextos, a digitalização dos processos de aprendizagem é uma ferramenta poderosa para transformar conteúdo em aprendizado efetivo e aplicável, superando barreiras de atenção, motivação e alinhamento estratégico.

5 startups educacionais usam tecnologia para reduzir a lacuna de competências profissionais no Brasil

Abaixo você confere 5 edtechs que não apenas entregam conteúdo, mas estruturam ecossistemas de aprendizagem orientados por dados e alinhados às necessidades tanto das empresas quanto dos profissionais. 

1. Promova

5 EdTechs que Estão Reduzindo o Skills Gap no Brasil | Blog da Promova

De origem ucraniana, a Promova é uma plataforma de aprendizagem de idiomas que combina inovação em IA com expertise humana. Ela foi projetada para se adaptar a diferentes estilos de aprendizagem, permitindo que qualquer pessoa supere barreiras ao aprender outra língua.

Em colaboração com o astro mundial do boxe Oleksandr Usyk, que atua como Chief Discipline Officer da Promova, a plataforma incorpora à experiência de estudos o mesmo nível de foco e disciplina exigido nos treinos de alto rendimento. Essa parceria resultou em recursos exclusivos, como o Usyk Mode, cursos voltados para disciplina e um tutor de IA com a mentalidade de um campeão, incentivando o aluno a manter consistência mesmo nos dias de baixa motivação.

A Promova conta com um aplicativo que possui práticas de conversação impulsionadas por IA, trilhas de aprendizados personalizadas e aulas curtas e envolventes. Além disso, a plataforma tem tutores humanos certificados que orientam os usuários em sessões individuais ou em grupos. Inclui ainda aulas em vídeo, livros dentro do app e insights culturais — tudo desenvolvido para apoiar habilidades no ambiente de trabalho.

Para empresas, a Promova oferece a solução de idiomas de forma flexível e com fácil integração para diferentes tamanhos de equipes e permite, via relatórios, o acompanhamento da evolução do nível de aprendizagem da organização.

Com forte presença na Europa e crescendo exponencialmente no Brasil, a Promova soma mais de 23 milhões de downloads, foi eleita uma das Top EdTech Rising Star pela Time em 2025 e foi vencedora do EdTechX Award em aprendizado de idiomas em 2024, dentre outros prêmios.

2. Qulture.Rocks

5 EdTechs que Estão Reduzindo o Skills Gap no Brasil | Blog da Promova

Adquirida pela UOL Edtech, a Qulture.Rocks é um software as a service de gestão de desempenho de equipes. A plataforma oferece ferramentas para que o gestor interaja com sua equipe, oferecendo feedback e ganhando uma visão completa de como cada membro do time está performando e no que precisa melhorar.

O software promete reduzir as rotinas manuais em até 30%, com ferramentas de Metas e OKRs, Avaliação de Desempenho, PDI, 1:1, Feeback e Pesquisa de Clima. Além disso, IA da plataforma atua de forma integrada em diferentes etapas do ciclo de gestão de desempenho, conectando dados e ações de desenvolvimento.

3. Cubos Academy

5 EdTechs que Estão Reduzindo o Skills Gap no Brasil | Blog da Promova

A Cubos Academy é uma escola de tecnologia nascida na Bahia. Fundada em 2020, a startup oferece cursos online de desenvolvimento de software, design UI/UX, gerenciamento de produtos e aprofundamentos em linguagens de programação. A metodologia inclui mentorias particulares, trabalhos em grupo e discussões de casos. Há ainda a Emy, assistente de IA que tira dúvida dos estudantes em relação aos conteúdos e à plataforma.

Para o consumidor final, a Cubos oferece cursos individuais pagos e a possibilidade de assinatura para acesso completo à plataforma. Fora isso, há minicursos gratuitos. Na modalidade B2B, a Cubos inclui programas de formação em tecnologia oferecidos por grandes empresas, como iFood e Nubank, com o objetivo de promover impacto social e atrair novos talentos para os quadros das companhias.

4. Learn to Fly

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A Learn to Fly une neurociência, tecnologia e psicologia para ajudar empresas a desenvolverem habilidades socioemocionais de seus colaboradores. A plataforma integra programas de mentoria e percursos de autoconhecimento com objetivo de fortalecer o bem-estar, a produtividade e o engajamento dos profissionais.

Através do mapeamento de habilidades emocionais, a Learn to Fly gera dados que orientam estrategicamente as iniciativas de RH para desenvolvimento humano individualizado dos times e das lideranças das organizações.

5. Ada Tech

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A Ada Tech é uma edtech com foco em empregabilidade no setor de tecnologia. Diferente da maioria das startups desse segmento, a empresa já nasceu conectada com grandes empresas e utiliza uma abordagem orientada a dados para garantir a eficiência no recrutamento e treinamento.

Com suas ferramentas de mapa de habilidades impulsionadas por IA, é possível avaliar a senioridade de colaboradores e potenciais talentos para as organizações definirem um plano de desenvolvimento e crescimento assertivo. As empresas também podem criar trilhas de aprendizado personalizadas para funcionários e programas de formação para capacitar futuros colaboradores.

Como startups de educação usam tecnologia para fechar o gap de skills no ambiente de trabalho contemporâneo

Startups de tecnologia que atuam para fechar o skills gap geralmente combinam dados, personalização e metodologias ativas para tornar a aprendizagem mais estratégica e eficaz.

Elas costumam:

  • Mapear lacunas de competências por meio de diagnósticos baseados em dados (assessment, analytics, IA).
  • Oferecer trilhas personalizadas de aprendizagem, adaptadas ao nível e aos objetivos do profissional.
  • Trabalhar com microlearning e conteúdos modulares, facilitando a rotina de quem já trabalha.
  • Integrar aprendizado prático, como projetos reais, desafios e simulações.
  • Conectar formação a métricas de performance, mostrando impacto concreto no negócio.
  • Atuar com foco em upskilling e reskilling, alinhando formação às demandas emergentes do mercado.
  • Criar experiências mais interativas (gamificação, comunidades, mentoria).

Conclusão

A capacitação profissional no mundo moderno exige mais do que a oferta de conteúdo. É preciso criar ecossistemas de aprendizagem contínua, orientados por dados e alinhados às necessidades de empresas e profissionais.

Isso exige a digitalização de processos de aprendizagem que, por sua vez, torna necessária a criação de estratégias que integrem tecnologia, acompanhamento próximo e experiências práticas para garantir que o conhecimento não seja apenas acessado, mas efetivamente assimilado e aplicado no cotidiano profissional.

Perguntas Frequentes

Q: O que é skills gap?

Skills gap (ou lacuna de competências) é a distância entre as habilidades que o mercado de trabalho exige e aquelas que os profissionais realmente possuem.

Q: O que é upskilling e reskilling?

Upskilling é quando você aprimora habilidades que já tem pra se manter relevante no seu cargo atual, enquanto reskilling é aprender competências completamente novas pra mudar de área ou função dentro da empresa.

Q: Aprender idiomas ajuda a fechar o skills gap?

Sim! Dominar outro idioma abre portas pra comunicação global, expande oportunidades de carreira e é uma das habilidades mais valorizadas por empresas que buscam profissionais preparados pro mercado internacional.

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