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Além do Marketplace: Como elevar a maturidade digital da sua empresa de forma estratégica


Ceciliana Leite Fonseca Moreira
Para a especialista em inovação e gestão estratégica de negócios, Ceciliana Leite Fonseca Moreira, o erro mais comum está na forma como o processo é conduzido

Por: Julia Reys

A transformação digital tem sido tratada como prioridade por empresas de todos os portes, mas, na prática, os resultados ainda estão aquém do esperado. Estima-se que a maioria das organizações enfrenta dificuldades reais em evoluir sua maturidade digital, não por falta de tecnologia, mas por ausência de estrutura estratégica.

Para a especialista em inovação e gestão estratégica de negócios, Ceciliana Leite Fonseca Moreira, o erro mais comum está na forma como o processo é conduzido. Segundo ela, muitas empresas confundem presença digital com transformação digital. Criar canais online, aderir a marketplaces ou investir em redes sociais não representa, por si só, uma mudança estrutural.

Com mais de duas décadas de atuação em ambientes que conectam tecnologia, governo e setor produtivo, Ceciliana acompanhou de perto os desafios dessa transição. Sua experiência no Projeto Jornada Digital, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), evidenciou um padrão recorrente: empresas que não estruturam processos internos antes de digitalizar acabam estagnando ou desperdiçando recursos.

No projeto, mais de uma centena de empresas passou por um processo orientado de transformação, com aumento médio de 63,4% na maturidade digital e impactos diretos em faturamento e posicionamento de mercado . O dado reforça que o problema não está na capacidade de adaptação das empresas, mas na forma como essa adaptação é conduzida.

Na avaliação da especialista, a transformação digital exige três elementos fundamentais: diagnóstico realista do estágio da empresa, acompanhamento técnico durante a execução e foco em resultados mensuráveis. Sem esses pilares, a digitalização tende a se tornar superficial e desconectada da estratégia de negócio.

Outro fator crítico é a cultura organizacional. A resistência interna, muitas vezes silenciosa, compromete a adoção de novas ferramentas e processos. Para Ceciliana, a mudança precisa ser liderada com clareza, envolvendo toda a organização e não apenas áreas específicas.

O impacto dessa falha estrutural vai além das empresas. Em economias como a brasileira, onde micro e pequenas empresas representam uma parcela significativa da atividade econômica, a baixa maturidade digital limita ganhos de produtividade e competitividade.

A experiência prática demonstra que, quando bem conduzida, a transformação digital não apenas melhora processos, mas redefine o posicionamento da empresa no mercado. “Mais do que tecnologia, trata-se de uma mudança de mentalidade e, sobretudo, de gestão” afirma Ceciliana.

 


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