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Como um designer brasileiro está mudando a forma de criar interfaces em jogos


Nelson Pereira Neto
Nelson Pereira Neto

Por: Julia Reyes

Na indústria de videogames, a interface do usuário conhecida como UI (User Interface), costuma ser percebida apenas como a camada visual que conecta o jogador ao jogo. Botões, menus, mapas e indicadores de status fazem parte desse universo. Mas, para o brasileiro Nelson Pereira Neto, a interface vai muito além da estética.

Com cerca de uma década de atuação em projetos internacionais, Nelson construiu carreira na área de UI e UX trabalhando com estúdios de grande porte e contribuindo para franquias conhecidas, como Darksiders III, Remnant: From the Ashes, Remnant II e Path of Exile. Esses jogos alcançaram milhões de jogadores e exigem interfaces altamente eficientes para transmitir informações em tempo real durante combates e decisões estratégicas.

Mas um dos aspectos que mais diferencia sua atuação profissional está nos bastidores do desenvolvimento. Enquanto muitos designers concentram esforços na criação visual de telas e menus, Nelson também participa da construção de estruturas técnicas que facilitam o trabalho das equipes de desenvolvimento.

Na prática, isso significa criar sistemas e ferramentas internas que permitem que artistas e programadores produzam interfaces com mais rapidez, consistência e eficiência. Entre as soluções que ele costuma desenvolver dentro dos projetos estão a padronização de processos visuais, a criação de bibliotecas de interface reutilizáveis, o desenvolvimento de ferramentas internas de design e a integração mais fluida entre artistas e programadores.

Esse tipo de abordagem transforma o papel do designer dentro de um estúdio de games. Em vez de atuar apenas como responsável pelo visual da interface, ele passa a funcionar como uma espécie de arquiteto de sistemas de interface, criando estruturas que podem ser utilizadas por toda a equipe ao longo do desenvolvimento do projeto.

Em jogos modernos, especialmente aqueles que recebem atualizações constantes, expansões e novos conteúdos, a interface precisa evoluir continuamente. Por isso, sistemas escaláveis e ferramentas bem estruturadas podem ter impacto direto na produtividade das equipes e na qualidade final do jogo.

No caso de Nelson, sua atuação frequentemente envolve não apenas a criação das telas do jogo, mas também a organização do pipeline de desenvolvimento de interface, permitindo que novos elementos sejam implementados com mais rapidez e segurança.

Mesmo atuando de forma independente atualmente, Nelson continua colaborando com alguns dos estúdios mais relevantes do setor, como a Gunfire Games, responsável por títulos como Remnant e Darksiders, e a Grinding Gear Games, criadora do sucesso global Path of Exile.

Sua trajetória também reflete uma transformação mais ampla dentro da indústria de games. Nos últimos anos, designers de interface deixaram de ser profissionais focados apenas em estética e passaram a assumir papéis cada vez mais estratégicos no processo de desenvolvimento.

É nessa interseção que Nelson Pereira Neto construiu sua trajetória: criando não apenas interfaces visuais, mas estruturas que ajudam estúdios a desenvolver jogos de forma mais eficiente.

O resultado é um trabalho que impacta diretamente não só a experiência dos jogadores, mas também a forma como equipes inteiras produzem games nos bastidores.

 


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