Conheça

Pesquisa clínica no Brasil ganha voz com a experiência de Barbara Machado


Barbara Machado
Barbara Machado

A ciência avança todos os dias, mas é na pesquisa clínica que descobertas saem do laboratório e chegam até os pacientes em forma de tratamentos capazes de salvar vidas. No Brasil, uma das pioneiras nesse campo é Barbara Machado, farmacêutica formada pela USP, com uma carreira que atravessa instituições públicas de pesquisa e algumas das maiores indústrias farmacêuticas do mundo.

Sua atuação na pesquisa clínica começou em 1997, período em que o Brasil estruturava seus primeiros marcos regulatórios na área, tornando-a uma das pioneiras nesse campo e uma das primeiras associadas da Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica (SBPPC).

No Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Barbara foi responsável por desenvolver a produção piloto e o estudo pré-clínico de um radioterápico inovador, o 186Re-HEDP, voltado ao tratamento de câncer. O projeto mostrou sua capacidade de transformar ciência de ponta em aplicações concretas, aproximando a pesquisa do dia a dia dos pacientes.

Experiência internacional na indústria farmacêutica

O passo seguinte levou Barbara para a indústria farmacêutica, onde acumulou experiências que a tornaram referência na área de pesquisa clínica, passando por indústrias nacionais, como a Sintofarma e Asta Médica, quanto por internacionais, como Pfizer, Schering Plough e MSD.

Iniciando sua trajetória na pesquisa clínica como monitora, atuando nas áreas como Cardiologia, oncologia, dor, reumatologia e saúde feminina. Foi responsável por monitorar estudos, revisar materiais promocionais, treinar centros de pesquisa e também participar do desenho de protocolos. Além disso, ajudou a implementar a padronização de processos e coordenou o cegamento de medicações — uma etapa essencial para garantir a imparcialidade dos resultados.

Mais tarde, já no cargo de Gerente de Pesquisa Clínica em âmbito nacional e internacional, liderou a seleção de centros de pesquisa no Brasil, treinou equipes, negociou contratos e supervisionou a documentação para aprovação junto às agências regulatórias. Também participou da criação de sistemas de controle para monitorar relatos de eventos adversos, mostrando sua preocupação constante com a segurança dos pacientes.

Pesquisa clínica no Brasil ganha voz com a experiência de Barbara Machado

Ao longo da carreira, Barbara conduziu estudos que serviram de base para registros junto ao FDA (Food and Drug Administration) — a agência reguladora dos Estados Unidos — e para definir doses seguras de novos medicamentos. “Esses estudos precisam ter alcance global e seguir os mais altos padrões de qualidade, pois são a base para decisões que impactam diretamente milhares de pacientes”, explica.

Seu trabalho abrangeu áreas de grande impacto social, como oncologia, doenças cardiovasculares, neurologia e vacinas, contribuindo para avanços que melhoram a qualidade de vida de milhões de pessoas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO), o Brasil movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano nesse setor, sendo um dos principais pólos de pesquisa clínica da América Latina. Estima-se que mais de 90 mil pacientes brasileiros participem de ensaios clínicos anualmente, contribuindo para que o país seja cenário de estudos em oncologia, cardiologia, imunologia e outras áreas críticas da saúde. Esses números reforçam o impacto estratégico da pesquisa clínica: além de impulsionar a ciência, gera investimentos, fortalece hospitais e garante acesso de pacientes a terapias inovadoras antes mesmo de chegarem ao mercado.

A história de Barbara Machado mostra como ciência, ética e gestão podem caminhar juntas em prol da saúde. Barbara explica que, como Study Manager, conduz estudos que “vão para registro do FDA ou que determinam a dose correta a ser usada pelos pacientes”. A experiência adquirida tanto no setor público quanto na indústria farmacêutica (nacional e internacional) evidencia sua capacidade de gerar avanços significativos em diversas áreas terapêuticas.

Mais do que números e protocolos, seu legado é traduzido em esperança, em vidas prolongadas e em tratamentos mais eficazes. Uma trajetória que inspira não só quem atua na área da saúde, mas todos que acreditam no poder transformador da ciência.

 


O NaTelinha conversa com milhões de pessoas, amantes da comunicação, internet e televisão. Anuncie com a gente!

Mais Notícias

Enviar notícia por e-mail


Compartilhe com um amigo


Reportar erro


Descreva o problema encontrado