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Clássico

Casal problemático, climão com Szafir: os bastidores de O Clone, que faz 25 anos

Saiba curiosidades sobre a novela reveladas recentemente em podcasts


Murilo Benício, Giovanna Antonelli e Luciano Szafir na novela O Clone, exibida há 25 anos
Murilo Benício, Giovanna Antonelli e Luciano Szafir em O Clone: novela quase não foi ao ar por conta do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 - Foto: Reprodução/Globo/Montagem NaTelinha

Clássico da TV, O Clone completa 25 anos de estreia nesta quinta-feira, 1º de outubro. Os bastidores da trama seguem rendendo até hoje: em entrevistas recentes a podcasts, os atores têm comentado o sucesso da produção e revelado histórias ainda não conhecidas pelo público.

Na trama, Lucas (Murilo Benício) e Jade (Giovanna Antonelli) se apaixonam no Marrocos. Paralelamente, quando o irmão gêmeo dele morre em um acidente, o cientista Albieri (Juca de Oliveira) resolve fazer com os genes do rapaz vivo a primeira clonagem humana, o que muda o destino de todos.

Confira, a seguir, curiosidades dos bastidores de O Clone:

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Casal tinha crises de riso

Murilo Benício e Giovanna Antonelli enfrentavam um problema na gravação de cenas românticas: as frequentes crises de riso. “A gente não conseguia mais olhar um pra cara do outro”, relatou o ator em entrevista recente ao Podpah. “A gente colocava um esparadrapo, e ela olhava para lá como se fosse eu.”

Um dos motivos era a música A Miragem, que tocava incessantemente nas sequências do casal. Apesar de a canção não tocar no set, eles imaginavam o momento em que a trilha sonora entraria em cena. “A gente ria, porque pensava na música”, detalhou Benício.

A química entre os atores rendeu frutos na vida real. Eles engataram um relacionamento nos bastidores e ficaram casados entre 2002 e 2005. Eles tiveram um filho, Pietro Antonelli, também ator e atualmente no elenco da novela Quem Ama Cuida, exibida pela Globo às 21h.

Três cachês?

Na mesma entrevista, Murilo Benício desmentiu a lenda de que teria recebido três cachês para dar vida aos três personagens da trama. O salário nem mesmo dobrou, segundo ele. “Ainda era começo, ainda era moleque. Eu não era um ator consagrado quando fiz O Clone”, explicou.

“Imagina: ‘Só faço se me derem o dobro’. ‘Tá bom, cadê aquele que falou que ia fazer de graça?! Chama ele’”, ironizou o ator.

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Luciano Szafir revelou climão

Em 2024, Luciano Szafir afirmou que houve um atrito nos bastidores porque boa parte do público queria que a protagonista Jade, de Giovanna Antonelli, ficasse com Zein, vivido pelo ator e modelo, e não com um dos personagens centrais, Lucas e Léo, interpretados por Murilo Benício.

“Entrei no quarto mês da novela. Na primeira semana, teve uma enquete no [Domingão do] Faustão em que foi votado quem ia ficar com a Jade. Deu mais de 50% para ficar comigo, e os outros 50% divididos entre os outros personagens”, relembrou Szafir no podcast Papagaio Falante.

Segundo ele, Zein conquistou o público feminino. “Era um cara cavalheiro, declamava poesias, entendia o lado da Jade e a ajudava mesmo estando apaixonado. Eu dançava, e tinha aquele fetiche, as roupas eram maravilhosas.”

“O personagem conquistou o público, e claro que isso causou atritos na novela. Tiveram que cortar muita coisa”, comentou Szafir. “Ficou um clima ruim. Não era esperado que isso acontecesse com o personagem. Todo mundo tinha que torcer pro Murilo com a Giovanna.”

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Outro elenco

Vários atores foram cotados para o elenco da novela, mas recusaram a escalação. Letícia Spiller viveria Jade, mas optou por privilegiar compromissos no teatro. Ana Paula Arósio e Cláudia Abreu também foram cotadas para o papel, de acordo com a imprensa da época.

Fábio Assunção foi o primeiro pensado para viver os personagens centrais Lucas, Diogo e Léo. Já Eduardo Moscovis recusou o papel de Said, que ficou com Dalton Vigh – ele alegou cansaço após emendar várias novelas. José Mayer quase foi o Tio Ali, papel que ficou com Stênio Garcia.

Lima Duarte revelou ao jornal Extra que recusou um papel na novela por conta do atentado de 11 de setembro. “Tive medo de os terroristas me pegarem. Os diretores tentaram me tranquilizar, porque era uma novela romântica. Foi bobagem minha”, contou ao jornal Extra em 2022.

Quase não foi ao ar

Por conta do atentado terrorista, aliás, O Clone quase não foi ao ar. A história central era baseada na cultura islâmica e nos costumes do Marrocos, e a direção da Globo temeu que o público rejeitasse totalmente a produção por conta do sentimento anti-islâmico que tomou conta do mundo na época.

Segundo os atores, a emissora chegou a tirar chamadas do ar e cogitou colocar outra produção no lugar. Contudo, não havia tempo hábil para preparar outra história. O elenco acreditou que a novela seria um fracasso e acabaria encurtada. Ao contrário: foi um sucesso e durou mais tempo que o previsto.

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