Nikolly Fernandes aprendeu que pode ser grande com a Kênia de A Nobreza do Amor: "Ocupar esse espaço"
Atriz diz que a personagem amadureceu por amor a Dumi e lhe ensinou sobre empoderamento feminino
Publicado em 27/08/2026 às 07:39,
atualizado em 27/08/2026 às 07:52
Em A Nobreza do Amor, Kênia (Nikolly Fernandes) era a grande aliada de Jendal (Lázaro Ramos), assinando embaixo de todas as atrocidades que o pai fazia e, até, instigando o vilão em algumas delas. Como, por exemplo, no golpe de estado em Batanga.
Assim como o rei usurpador, a princesa sempre se mostrou bastante ambiciosa. Por conta disso, a busca do tirano pelo poder não a incomodava. Até então, a única desavença era com relação a Alika (Duda Santos), que para a filha do crápula não merecia o seu "amor".

A mudança no comportamento de Kênia foi gradual e tem nome. Dumi (Licínio Januário), ex-chefe da guarda que se tornou líder do grupo da resistência ao governo tirano e assassino de Jendal.
Apaixonada pelo guerreiro, com quem tem protagonizado um amor digno de Romeu e Julieta, a personagem vem caminhando para a mudança total de lado, deixando seu "papá", como chama carinhosamente o rei usurpador, para se juntar aos rebeldes que sonham com Batanga livre outra vez.
"Eu tô doida para saber como que seria a Kênia na resistência. É o maior pedido, eu acho, do público. A Kênia na resistência, junto com a Alika, ajudando ali", opinou a atriz em encontro com o NaTelinha, e outros veículos de imprensa, nos Estúdios Globo.
"A Kênia já fechou contratos, já conversou com pessoas, ela sabe te levar até onde ela quer. Então, pensando por esse lado mais estrategista da Kênia, ela poderia firmar estratégias que seriam legais para os rebeldes. Talvez, ajudar por dentro a entrar em um caminho mais racional".
Nikolly Fernandes
Para Nikolly, o grupo está passando por um momento intenso. Então, ela acredita que a princesa, do jeito dela, poderia pensar em algo e dar certo, ou acabar dando com a língua nos dentes.

"Ela pode ser super racional, como pode esquecer e acabar falando na frente do pai, porque ela fala. [risos] Mas eu acho que seria legal esse embate e essa diferença de vida, mesmo. Porque os rebeldes tiveram uma vida muito diferente da Kênia. Então, seria um choque de realidade que ela, com certeza, tomaria", acrescentou.
Já sobre Dumi, o casal passa por nova provação. Decidida a abandonar o pai para viver com seu amor, Kênia tenta fugir do castelo, mas acaba capturada por Pascoal (Luciano Quirino), enquanto o líder da resistência é ferido e foge.
+ Quem é João Fontenele, o Sebastião de A Nobreza do Amor? Conheça
O guerreiro será dado como morto, e a princesa obrigada por Jendal a se casar com o chefe da guarda. Questionada se ela irá desistir do rebelde, Nikolly descarta essa possibilidade, apesar de a novela ser uma obra aberta.
"O amor mudou o olhar dela para as pessoas, não só o amor como o poder também. A Kênia era uma menina que vivia em uma bolha. A primeira vez que ela saiu do palácio viu a desigualdade que o povo estava sofrendo, Então, ela não via, não estava, ali, não participativa na vida social do povo dela".
Nikolly Fernandes

"É incrível o quanto que essa personagem ganhou amadurecimento social. Amadurecimento enquanto empatia, mesmo. Ela virou uma personagem empática para com as pessoas do reino dela, do povo dela. E isso veio de uma pessoa que ama muito o povo que é o Dumi. Então, o amor dela pelo povo veio do amor dela pelo Dumi, e isso é muito bonito", explicou.
A atriz destacou, ainda, os diálogos entre Kênia e o jovem. "É muito legal o quanto que as conversas entre eles é política. Ao mesmo tempo que eles se amam, estão ali o tempo todo trocando carinho, é um casal muito carinhoso...", recordou.
"Estamos falando de dois personagens que não recebiam amor e carinho de outros lugares. A Kênia só tinha o pai como amor. E é uma relação que ele [Jendal] mostra amor da maneira dele. Então, não era uma coisa muito carinhosa. E o Dumi naquele lugar de chefe da guarda tinha algo sempre prontificado para o reino, as guerras, mas não tinha alguém para dar amor pra ele", ressaltou.
+ Rita Batista revela desafios em A Nobreza do Amor: "Já precisamos parar gravações"
"São dois personagens que, quando encontram o amor, percebem o quanto ele pode ser rico e pode te amadurecer de dentro para fora. Então, é legal o quanto que tem o carinho, tem o contato, mas tem aquela conversa mais política, de você ter que entender o que está acontecendo".
Nikolly Fernandes
"Ainda, de acordo com Nikolly, é muito bonito de ver como o amor pode ser transformador. "Pelo amor que ela sente por ele, ela escuta ele de uma maneira muito sensível. É bonito ver o poder do amor e eu acho que, dentro ou fora de novela, o amor tem o poder do amadurecimento, da mudança dentro das pessoas. A Kênia e o Dumi mostram isso de uma maneira muito bonita", declarou a atriz.
Kênia ensinou Nikolly Fernandes a se impor

Em A Nobreza do Amor, Jendal não exagera quando diz que Kênia é uma menina rebelde. Apesar de amar seu "papá", a princesa de Batanga sempre expressou sua opinião e não baixa a cabeça para o tirano, que dirá para outras pessoas.
Para sua intérprete, o maior defeito da personagem está na língua solta. Se pudesse dar um conselho à mocinha, Nikolly Fernandes diria para ela manter a boca fechada e os olhos mais abertos.
"Ser um pouco mais observadora. A Kênia fala muito, demonstra muito, ela é muito intensa. [risos] Se ela está com raiva, tá com muito raiva e todo mundo vai saber. Se ela tá apaixonada, ela está muito apaixonada e todo mundo também irá saber. Então, eu diria para ela guardar um pouco mais para si as emoções".
Nikolly Fernandes
Já em comparação com sua personagem, assim como a princesa, Nikolly também é extrovertida e carinhosa. "Amo conhecer pessoas, estar perto, e a Kênia é muito assim também", observou.
+ Fabiana Karla assume raízes nordestinas em A Nobreza do Amor: "Me espalhei"
Por causa do seu jeito, a atriz já ouviu como conselho que deveria ser mais retraída; "Em alguns momentos da minha vida, eu já ouvi que eu poderia ocupar menos espaço, ser mais reprimida, um pouco menor dentro do meu trejeito e do meu tamanho. Porque é isso... Meu cabelo é sempre muito grande e volumoso, eu sempre estou com muitos adereços ou com uma roupa que chega antes de mim...".
Nikolly Fernandes
Nikolly Fernandes encerra a conversa creditando a Kênia esse poder de ocupar o espaço que lhe pertence, ao invés de fugir dele. "Essa segurança de poder dizer 'eu sou essa pessoa que realmente é muito, que chega muito, e vai chegar, não vai ser pequena e nem devagar, veio um pouco com a Kênia. Ela me deu esse empoderamento e essa autoestima", disparou.
"Me deu esse lugar de extravagância que, agora, eu sei que vem dos meus ancestrais. As princesas e rainhas africanas usavam muito ouro, tinham cabelos estruturais, tinham algum tipo de simbologia, a gente nunca foi pequena e a Kênia me mostrou isso. Que eu nunca fui pequena e nem tinha que ser", concluiu.