Jeniffer Nascimento destaca a trajetória de Dita através do figurino de Êta Mundo Melhor: "Muito bonita"
Para a atriz, o perfil da protagonista ilustra a força e a resiliência da mulher preta
Publicado em 04/03/2026 às 04:05
Quando Êta Mundo Melhor foi anunciada na Globo como a continuação de Êta Mundo Bom!, a grande surpresa, talvez, foi a transformação de Dita em protagonista da trama criada por Walcyr Carrasco.
Afinal, na novela exibida em 2016, a personagem de Jeniffer Nascimento não tinha uma relação profunda com Candinho (Sergio Guizé). Portanto, a hipótese de formar par romântico com o caipira era praticamente remota.
Esta, porém, não foi a única mudança no perfil da protagonista. Dita era uma caipira humilde, que nunca havia saído do interior. No folhetim atual, ela se muda para a cidade grande sem o marido, com uma tia idosa e um filho pequeno para criar.

De repente, a personagem se mostra uma mulher empoderada, que corre atrás da sobrevivência e do amor da sua vida, em pleno anos 50, sempre de cabeça erguida. Para sua intérprete, o figurino da personagem ajudou a contar um pouco essa história.
"Foi muito bonita a trajetória da Dita. Na outra novela, ela usava muitas estampas misturadas, porque era sempre referente às roupas de doações das pessoas", disse Jeniffer Nascimento em conversa com o NaTelinha, e outros veículos de imprensa, nos estúdios Globo.
"A gente vê como foi essa trajetória através do figurino. Agora, são roupas dignas de princesa! Esse figurino aqui marca o retorno da Dita como cantora, não mais como Doris River", pontuou a atriz, caracterizada e prestes a entrar em cena.
Êta Mundo Melhor estreou em junho do ano passado e chega ao final no próximo dia 13. Estando a nove meses no ar, já que a novela precisou ser esticada, o sentimento de Jeniffer Nascimento é de saudade, mas também de dever cumprido.

"Eu tô muito feliz! Eu acho que a Dita é uma protagonista que, para além de mocinha, ela tem uma trajetória de heroína. E eu acho que essa protagonista, ser heroína, ilustra exatamente a força e a resiliência da mulher preta, porque a gente nunca pôde ter esse lugar de vítima".
Jeniffer Nascimento
"Esses dias, eu postei a frase: 'Você veio de alguém que nunca pôde desistir'. E é exatamente isso. Acho que a Dita representa essa mulher, que tá aí no dia a dia, que é batalhadora, que não tem 'desistir' como opção, sabe?", acrescentou a atriz.
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Como toda mocinha de um bom folhetim, Dita também sofreu bastante no decorrer da novela. Para Jeniffer Nascimento, a personagem soube passar por cada um deles de cabeça erguida.
"Ela passou por muitas adversidades, ela tem conquistado muita coisa, tem conquistado muito espaço, mas sempre tem acontecido muitos desafios na vida dela, e ela nunca baixa a cabeça. Ela sempre passa por cima desse desafio e segue adiante. E isso é o mais inspirador na trajetória dessa personagem".
Jeniffer Nascimento
Jeniffer Nascimento contou parte da sua história através da Dita

Em Êta Mundo Melhor, Candinho fica viúvo e reencontra o amor em Dita, a amiga do passado. Jeniffer Nascimento disse que a parceria com Sergio Guizé foi uma grata surpresa.
"Bom, eu falo que ganhei três grandes amores nessa novela: Luís Miranda [Professor Asdrúbal], Sérgio Guizé e a Larissa Manoela [Estela]. São os meus três grudes. [risos], confessou.
"Eu já conhecia o Sérgio antes, mas aqui a gente se conectou ainda mais. Eu tenho certeza que ele é um amigo que eu vou levar para o resto da vida. Ele me abraçou muito, porque no início da novela era uma grande questão se esse casal iria funcionar ou não, era uma grande incógnita".
Jeniffer Nascimento
De acordo com a atriz, Dita e Candinho deu tão certo por causa da parceria, da troca cênica, com o ator. "Foi graças a toda essa parceria e esse acolhimento que ele teve comigo. Eu não podia ter tido um parceiro melhor pra estar aí, nessa minha aventura como primeira protagonista", avaliou.
Outra parceria que mereceu destaque na trama foi da atriz com Dhu Moraes, a tia Manoela. Já uma das cenas mais elogiadas foi a conversa das duas sobre o fato de a senhora não ter estudado, ter se anulado em função da criação da sobrinha.

"Pra mim, foi [uma cena] muito forte, emocionante, gravar essa sequência, eu e a Dhu, que é [como] uma das das 'minhas avós'... Ela [minha avó] começou a aprender a ler muito tarde. Eu tenho recordações de criança fazendo caderno de caligrafia junto com ela", recordou.
"É emocionante estar contando parte da minha história também. Sou muito grata nessa novela, porque eu acho que o Mauro Wilson [autor] deu muitos presentes pra gente e pra mim, que foram essas cenas alinhadas com o meu propósito".
Jeniffer Nascimento
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A atriz destacou, ainda, cenas que ela conversou com o público para além da dramaturgia: "Por exemplo, quando a Dita fala para o Samir [Davi Malizia] que, às vezes, a gente sente culpa por conquistar as coisas, ser humilde, mas que a gente não tem que se sentir culpado por chegar nos lugares", citou.
Jeniffer conclui a conversa ressaltando a importância da arte como diálogo. "A personagem fala de muitos desafios que a Jeniffer [Nascimento] já passou e se curou. . Eu fico muito feliz de poder compartilhar esses pensamentos com o público, porque o retorno é sempre muito positivo e é transformador", observou.
"A arte tá aí pra ser um agente de transformação, né? E eu acho que essa novela, e essa personagem, fizeram isso muito bem. Então, eu sou muito realizada!", finalizou.