"Cópia do PSN" surgiu na TV paga em 2003 após falência da emissora

"Eu Paguei Pra Ver" relembra histórias e curiosidades da TV paga brasileira

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Publicado em 20/06/2016 às 12:30:24

Por: Sem autor

Aqui no "Eu Paguei Pra Ver", nós já contamos a história do PSN, emissora que começou como um furacão entre os canais esportivos, mas acabou sucumbindo apenas dois anos após a sua fundação.

Com isso, o seu telespectador ficou prejudicado para acompanhar competições, como a Libertadores e a Copa Mercosul. Mas as operadoras também ficaram na mão. A Tecsat - cuja história também já foi contada por aqui - era uma das operadoras que carregavam a PSN, tinha no canal um de seus maiores atrativos. Assim que ele foi fechado, uma alternativa surgiu. Os jornalistas Octávio Muniz e Ana Christina Wense se juntaram e apresentaram um projeto bem diferente.

Tratava-se do NSC, ou National Sports Channel, que tinha um logotipo extremamente parecido - para não dizer igual - ao do PSN. O NSC iria substituir o extinto canal esportivo apenas na Tecsat, mas com um diferencial: só seriam transmitidos eventos nacionais. A sua estreia foi em janeiro de 2003, junto com os campeonatos estaduais de futebol.


Logos dos canais eram muito semelhantes

O NSC foi o primeiro a transmitir, em rede nacional, campeonatos regionais que nunca haviam tido espaço na TV paga, como os Campeonatos Baiano, Pernambucano, Alagoano, Cearense, Paraibano, Sergipano, Goiano, Catarinense, Paranaense, Gaúcho, Mineiro, Brasiliense e o Paulista das divisões A2 e A3.

Nesse quesito, o canal foi um sucesso tão grande, que chegou até a dar uma sobrevida à Tecsat. Vendo o terreno perdido, a Globosat adquiriu boa parte destes campeonatos para o Premiere Futebol Clube - casos do Mineiro, Gaúcho, Paranaense, Catarinense, Goiano e Baiano.

Outro diferencial da emissora foi dar espaço para a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, a Série C, que também nunca tinha sido exibida na TV paga - com exceção da temporada de 1999, que o SporTV transmitiu por conta do Fluminense.

Outro fato inusitado é que o NSC teve uma das maiores transmissões ao vivo da TV paga na história em 2005, com a exibição das Mil Milhas Brasileiras. O evento, que aconteceu em São Paulo, foi exibido na íntegra e ao vivo, contabilizando 18 horas de transmissão sem interrupção, com quatro locutores, seis comentaristas e cinco repórteres.

Mesmo com uma boa ideia, o NSC teve vida curta. Com o fim da Tecsat, o canal também foi para o limbo, já que tinha como base a operadora. Os donos Octávio Muniz e Ana Christina Wense, até hoje, trabalham no meio esportivo. Octávio, inclusive, deve atuar como narrador nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro pela Record.

Confira um vídeo institucional do canal NSC:


Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. No NaTelinha, é responsável por reportagens variadas e especiais. Na coluna "Antenado", fala sobre TV aberta quando a necessidade pedir. Já no "Eu Paguei Pra Ver", conta histórias curiosas sobre a TV por assinatura no Brasil. Converse com ele. E-mail: gabriel@natelinha.com.br / Twitter: @bielvaquer



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