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Band volta a cortar, faz 30 demissões e terceiriza programa em Minas Gerais

Emissora nega


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Divulgação

Em uma grave crise financeira, a Band voltou a fazer novos e profundos cortes de gastos. Desta vez, o alvo foi a Band Minas, localizada na capital do estado, Belo Horizonte.

Segundo informações obtidas pelo NaTelinha, a emissora demitiu cerca de trinta profissionais, entre repórteres, editores-chefes, editores de imagem, auxiliares e cinegrafistas. A maioria saiu da versão local do "Brasil Urgente".

O fato ocorreu de surpresa, sem qualquer aviso ou negociação com o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e ao Ministério Público do Trabalho. Falando no programa policial, o que mais revoltou os profissionais demitidos e os que continuaram é que a direção da emissora resolveu terceirizar a produção, que agora é de responsabilidade de uma produtora local, de propriedade do apresentador do jornalístico, Stanley Gusman. Porém, não há qualquer aviso de que a atração seja terceirizada, o que faz com que o telespectador ache que vê a edição normal de sempre, induzindo-o ao erro.

A revolta com as demissões é tão grande, que um grupo foi criado no WhatsApp para combinar possíveis processos contra a emissora. Boa parte dos 30 demitidos prometem ir à Justiça atrás de seus direitos, que alegam não terem sido cumpridos neste caso.

O Sinjor de Minas Gerais divulgou uma nota na tarde desta quinta-feira (7) afirmando que vai pedir que o MPT entre no caso e faça uma mediação das demissões em massa. "Não fossem os motivos acima mencionados, observa-se, ainda, que a empresa denunciada violou o direito à informação, pois deveria ter efetuado negociação coletiva com os sindicatos profissionais. Em se tratando de dispensa coletiva de trabalhadores, sem prévia negociação, há clara ocorrência de violação ao princípio da interveniência sindical na negociação coletiva, que pressupõe a atuação do sindicato em toda e qualquer discussão que envolva uma pluralidade de trabalhadores", diz o requerimento do SinJor.

Esta não é a primeira demissão da Band em suas sedes locais, muito pelo contrário. Dispensas ocorreram em Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, onde programas foram cancelados e equipes foram reduzidas ao mínimo possível. A ordem é funcionar somente com o necessário.

Outro lado

A TV Bandeirantes deu sua posição à respeito da notícia: "A Band nega a demissão de 30 profissionais. A emissora esclarece que não existe crise financeira na Band. Os veículos do Grupo Bandeirantes passam por um processo de reestruturação, tanto do ponto de vista administrativo-financeiro, quanto na sua programação".

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