Afiliadas da Globo estão preocupadas com tempo a mais para "Bom Dia Praça"

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Publicado em 11/11/2014 às 12:23:23

Por: Sem autor

No dia 1º de dezembro, a Globo irá estrear o jornal diário "Hora Um", apresentado por Monalisa Perrone das 5h às 6h, que será ao vivo para todo o Brasil.

Além disso, os "Bom Dia Praça" ganharão mais 30 minutos, indo ao ar das 6h às 7h30. Porém, esta notícia não tem animado muito os editores-chefes de algumas afiliadas da emissora carioca.

Segundo informações obtidas com exclusividade pelo NaTelinha, parceiras de estados menores em todo o país não sabem o que vão fazer com este tempo a mais, por causa da falta de assunto e da escassez de pautas do período matutino. Este receio, porém, não atinge apenas cidades ou emissoras pequenas.

Em Salvador, por exemplo, a equipe do "Jornal da Manhã", da TV Bahia, que é apresentado por Ricardo Ismahel e Silvana Freire, não tem ideia do que vai fazer para preencher o tempo.

"Uma hora era mais do que suficiente. Com uma hora e meia, o jornal vai acabar ficando cansativo, e vamos encher linguiça em algum momento. O temor é perder Ibope", disse uma fonte dentro da emissora, que prefere não se identificar.

Campeão de audiência, o "Jornal da Manhã", na grande maioria dos dias, chega a marcar mais Ibope do que o noticiário do meio-dia, o "Bahia Meio Dia".

Em praças importantes, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, o fato foi comemorado, pois nestas cidades existem pautas para tanto tempo e não há qualquer temor de que exista a famosa "barriga" nos telejornais. Em estados menores, como Alagoas, Sergipe e Espirito Santo, o temor já é fato: não há pautas ou notícias para encher uma hora e meia de jornal.

Mostrar como está o trânsito pode ser uma arma, mas usá-la demais é outra preocupação. "Estamos com medo de virar um jornal que só mostra como está o trânsito, porque não tem pauta pra uma hora e meia", disse uma fonte da TV Sergipe, afiliada da Globo no estado, que também prefere o anonimato.

O "Hora Um" trará os assuntos mais importantes do Brasil e do mundo da noite anterior, da madrugada e do início da manhã, e as cotações dos mercados agrícolas para o homem do campo. O jornal entrará no ar no lugar do "Globo Rural", que terá sua versão diária extinta.
 



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