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SC: Record tenta contratar Luiz Carlos Prates; jornalista rejeita proposta

Prates é o comentarista da polêmica do automóvel acessível aos mais pobres e a relação com os acidentes de trânsito

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Reprodução
Redação NT

Publicado em 06/01/2012 às 16:22:20

A RIC Record, afiliada da Record em Santa Catarina, voltou atrás nas pesadas acusações disparadas a Luiz Carlos Prates em 2010 e ensaiou uma sondagem mal sucedida ao jornalista.
 
Prates, que hoje está no SBT Santa Catarina, recebeu uma proposta para ganhar o dobro do salário atual na RIC Record. O jornalista rejeitou a oferta e segue na afiliada da emissora de Silvio Santos.
 
Carlos Amaral, da alta cúpula do jornalismo do SBT SC, comemorou a permanência do comentarista em seu Twitter: "O @pratesnosbt recusa proposta da concorrência e fica no @SBTsc pois acredita no nosso crescimento e se sente em casa, 2012 será o nosso ano".
 
Em tempo
 
Luiz Carlos Prates é o polêmico jornalista que questionou a forma das classes menos favorecidas de utilizaram as suas rendas, como por exemplo no investimento na compra de carros.
 
Ele era comentarista do "Jornal do Almoço", da RBS TV, afiliada da Globo, e também tinha uma coluna no Diário Catarinense. "Hoje qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais leu um livro, mora apertado em uma gaiola, que hoje chamam de apartamento..não tem nenhuma qualidade de vida mas tem um carro na garagem (…) Popularização do automóvel, resultado deste governo espúrio, que popularizou pelo crédito fácil o carro para quem nunca tinha lido um livro", disparou.
 
O assunto ganhou repercussão no YouTube e foi projetado nacionalmente pela Record. Até mesmo afiliadas da Bahia, como a TV Itapoan, repercutiram o assunto.
 
O apresentador Raimundo Varela, do "Balanço Geral", foi um dos mais radicais: "Rede Globo de Televisão, a pergunta que eu faço é o seguinte: é isso que a Rede Globo pensa, exteriorizado por um canalha desses?". 
 
A própria Record, pelo "Jornal da Record", dedicou uma matéria exclusiva comentando a demissão de Prates dois meses após a polêmica declaração, em janeiro de 2011.