Spotify chega a 300 milhões de assinantes e reverte prejuízo
Plataforma diz que nenhum outro serviço de áudio havia alcançado 300 milhões de assinantes pagos
Publicado em 07/08/2026 às 11:55
O Spotify alcançou a marca de 300 milhões de assinantes pagos e reverteu o prejuízo no segundo trimestre de 2026. A plataforma apresentou lucro líquido de 545 milhões de euros - cerca de 3,2 bilhões de reais na cotação atual - entre abril e junho. No mesmo período do ano passado, havia perdido 86 milhões de euros.
O faturamento cresceu 14% e passou de 4,19 bilhões de euros para 4,78 bilhões de euros. Desconsiderando os efeitos da variação cambial, a alta foi de 15%. Os números foram divulgados pelo Spotify nesta semana. A empresa afirmou que nenhum outro serviço de streaming de áudio havia alcançado 300 milhões de assinantes pagos.
O Spotify conquistou 7 milhões de assinantes no segundo trimestre, acima da previsão de 6 milhões feita pela própria empresa. A base avançou 9% na comparação anual, quando o serviço possuía 276 milhões de clientes pagantes.
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O número total de usuários ativos mensais chegou a 777 milhões, crescimento de 12% em um ano. A plataforma ganhou 16 milhões de usuários durante o trimestre, mas ficou 1 milhão abaixo da meta estabelecida anteriormente.
Entre as pessoas que usam o Spotify gratuitamente, com a exibição de publicidade, o número de usuários mensais aumentou 14% e alcançou 494 milhões.
Assinaturas do Spotify rendem 4,3 bilhões de euros
As assinaturas continuam sendo a principal fonte de dinheiro do Spotify. Elas renderam 4,33 bilhões de euros no trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita média por assinante chegou a 4,89 euros, crescimento de 7%. O Spotify atribuiu o avanço principalmente aos reajustes nos preços dos planos, parcialmente compensados pela expansão em mercados nos quais as assinaturas são mais baratas.
A publicidade gerou 446 milhões de euros, alta de apenas 1%. O número de anúncios vendidos aumentou, mas os preços mais baixos limitaram o crescimento. A empresa afirmou que seus canais automatizados de venda foram os principais responsáveis pelo avanço.
A margem bruta do Spotify atingiu o recorde de 33,4%, ante 31,5% há um ano. O lucro bruto cresceu 21% e chegou a 1,60 bilhão de euros. Já o lucro operacional avançou 61%, de 406 milhões de euros para 655 milhões de euros. A margem operacional passou de 9,7% para 13,7%.
Resultado financeiro ajuda Spotify a reverter prejuízo
Além da melhora nas operações, o resultado financeiro teve papel importante na reversão do prejuízo. A área havia provocado uma perda de 358 milhões de euros no segundo trimestre de 2025, mas apresentou saldo positivo de 65 milhões de euros neste ano.
As despesas financeiras caíram de 447 milhões de euros para 21 milhões de euros. Com isso, o Spotify passou do prejuízo de 86 milhões de euros para o lucro líquido de 545 milhões de euros.
O fluxo de caixa livre cresceu 14% e alcançou 797 milhões de euros, o melhor resultado já registrado pela empresa em um segundo trimestre. O Spotify encerrou junho com 9,4 bilhões de euros em dinheiro, aplicações de curto prazo e recursos com uso restrito.
Spotify aumenta investimentos em inteligência artificial
As despesas operacionais cresceram 3% e chegaram a 941 milhões de euros. O Spotify elevou os gastos com publicidade, serviços de computação em nuvem e desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial.
A empresa prevê investir aproximadamente 200 milhões de euros a mais em marketing e inteligência artificial durante 2026. Segundo o Spotify, cerca de 25% dos usuários já utilizam alguma ferramenta com IA dentro da plataforma.
Entre as novidades lançadas recentemente estão os podcasts personalizados por inteligência artificial e a expansão do DJ virtual para quatro idiomas, incluindo o português brasileiro.
Para o terceiro trimestre, o Spotify espera alcançar 305 milhões de assinantes pagos e 788 milhões de usuários ativos mensais. A projeção é de faturamento de aproximadamente 5 bilhões de euros e lucro operacional de 670 milhões de euros.