Lucro do streaming da Disney mais que dobra e chega a US$ 712 milhões
Disney+ teve redução de cancelamentos; streaming será o centro digital do conglomerado
Publicado em 06/08/2026 às 04:44,
atualizado em 06/08/2026 às 11:32
O lucro operacional dos serviços de streaming de entretenimento da Disney mais que dobrou e alcançou US$ 712 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2026. No mesmo período do ano passado, Disney+ e Hulu haviam registrado US$ 329 milhões. Os dados foram divulgados em carta aos acionistas com o balanço do período.
O cálculo reúne as operações por assinatura do Disney+ e do Hulu. Os resultados do Hulu Live TV e da Fubo, serviços que oferecem canais de televisão ao vivo nos Estados Unidos, não entram na conta.
A receita dos streamings cresceu 11% e passou de US$ 4,97 bilhões para US$ 5,53 bilhões. Enquanto isso, os custos avançaram apenas 4%, para US$ 4,82 bilhões. A diferença entre o ritmo de crescimento das receitas e das despesas explica o salto do lucro.
A margem operacional do segmento chegou a 12,9%. A Disney espera fechar o ano fiscal de 2026 com margem operacional de dois dígitos.
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Assinaturas rendem US$ 4,7 bilhões à Disney
As assinaturas continuam sendo a principal fonte de dinheiro dos streamings da Disney. Elas renderam US$ 4,71 bilhões no trimestre, crescimento de 15% na comparação anual. A empresa atribuiu o resultado ao aumento da base de clientes e aos preços mais altos cobrados pelos serviços.
Já a publicidade gerou US$ 851 milhões, alta de 3%. O número de anúncios exibidos aumentou, mas o valor médio cobrado dos anunciantes caiu e impediu um crescimento maior.
A Disney também informou que houve redução na taxa de cancelamento do Disney+ tanto nos Estados Unidos quanto nos demais mercados. Melhorias nas ferramentas de busca, descoberta de conteúdos e personalização ajudaram a manter os clientes dentro da plataforma.
O desempenho de Toy Story também ultrapassou os cinemas. Segundo a empresa, o lançamento do novo filme aumentou o consumo dos outros filmes da franquia no Disney+, que já acumulam mais de 2 bilhões de horas assistidas.
Disney+ será o centro digital da empresa
O novo CEO da companhia, Josh D'Amaro, pretende transformar o Disney+ no centro digital da Disney. A estratégia inclui concluir a integração com o Hulu, investir em produções internacionais e conectar o streaming a outros serviços e produtos do conglomerado.
Nos próximos três anos, a Disney pretende praticamente triplicar a quantidade de séries originais produzidas localmente em diferentes países. A companhia também quer transformar o Disney+ em um ecossistema mais amplo de benefícios para os assinantes, com as primeiras mudanças previstas para 2027.
O bom resultado do streaming acompanhou o crescimento do grupo. A Disney faturou US$ 25,2 bilhões no trimestre, 7% a mais do que no mesmo período de 2025. O lucro operacional de todos os segmentos avançou 21% e atingiu US$ 5,55 bilhões.