Netflix compra vídeos curtos para bater de frente com o YouTube
Novidade chega em 3 de agosto
Publicado em 08/07/2026 às 10:53,
atualizado em 08/07/2026 às 11:08
A Netflix decidiu entrar de vez em uma área que ajudou a transformar o YouTube em hábito diário para milhões de pessoas. A plataforma fechou acordos com grandes marcas de mídia para incluir vídeos curtos em seu catálogo a partir de 3 agosto. A novidade começa nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Segundo a Variety, a Netflix fechou acordos de licenciamento com BuzzFeed Studios, Condé Nast, Hearst Magazines, Penske Media, People Inc. e Tastemade. A empresa vai colocar dentro do seu aplicativo vídeos que, até agora, eram consumidos principalmente no YouTube e no TikTok.
A leva inclui conteúdos de marcas como Variety, Rolling Stone, Billboard, The Hollywood Reporter, Eater, IndieWire, Vogue, Vanity Fair, Architectural Digest, Bon Appétit, Wired, Cosmopolitan, Elle, Harper’s Bazaar, People, Entertainment Weekly, Food & Wine, Travel + Leisure, Tasty e Tastemade.
Os vídeos terão formatos variados, com duração de poucos minutos até cerca de 20 minutos. A aposta envolve entretenimento, celebridades, moda, gastronomia, viagem, casa, bem-estar e comportamento.
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Netflix mergulha em vídeos curtos
Esse terreno é dominado pelo YouTube. De acordo com a Business Insider, a plataforma do Google teve 13,4% do consumo de TV nos Estados Unidos em abril de 2026, contra 7,8% da Netflix, segundo dados da Nielsen.
A gigante do streaming, que por anos ajudou a proliferar o termo "maratonar", agora quer uma fatia do bolo do usuário que consome vídeos curtos e rola a tela. Ainda de acordo com a Business Insider, a Netflix passou a conversar com publishers e criadores de forma mais flexível, sem exigir necessariamente que o conteúdo saia do YouTube.
A aposta também conversa com outra mudança recente da plataforma. Nos últimos anos, a Netflix ampliou sua atuação em jogos, eventos ao vivo e podcasts em vídeo, principalmente no mercado americano, onde a concorrência é maior.
"É mais uma tentativa de buscar engajamento barato com programação pop de consumo fácil. A Netflix tenta se tornar uma fonte mais habitual de entretenimento sem precisar bancar os altos custos de produções originais que podem ou não dar certo", disse Brandon Katz, da Greenlight Analytics, à Business Insider.