Impacto mundial

Netflix diz ter investido US$ 135 bilhões na última década e que seu impacto vai além do streaming

Empresa ainda criou mais de 425 mil empregados


Sede da Netflix em Los Gatos
Sede da Netflix, em Los Gatos; empresa afirma que vai além do conteúdo na tela - Foto: Divulgação
Por Thiago Forato

Publicado em 13/05/2026 às 11:23,
atualizado em 13/05/2026 às 11:31

A Netflix afirmou ter investido mais de US$ 135 bilhões em filmes e séries nos últimos 10 anos. Segundo a plataforma, esse volume de recursos gerou mais de US$ 325 bilhões em impacto na economia global e criou mais de 425 mil empregos diretamente ligados às suas produções no período. Os números foram divulgados pela própria empresa dentro de uma nova vitrine institucional chamada The Netflix Effect.

A iniciativa foi apresentada pelo co-CEO Ted Sarandos, que definiu o projeto como um panorama do impacto econômico, cultural e social das produções da companhia ao redor do mundo. No texto publicado pela Netflix, o executivo afirmou que o efeito do catálogo da empresa se espalha por economias, indústrias e pela vida cotidiana "dia após dia, semana após semana".

A empresa informou que hoje produz obras em mais de 4.500 cidades e municípios, espalhados por mais de 50 países, e sustenta que cada produção local movimenta cadeias de emprego, fornecedores e serviços nas regiões em que é filmada.

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A companhia também destacou o avanço internacional do seu catálogo. De acordo com a própria Netflix, títulos em idiomas que não o inglês hoje representam mais de um terço de todo o consumo da plataforma, ante menos de um décimo 10 anos atrás. A empresa citou sucessos como La Casa de Papel, Round 6 e KPop Demon Hunters como exemplos de obras não americanas que alcançaram público global.

Segundo a Netflix, filmes e séries exibidos pela plataforma já foram licenciados de mais de 3.000 companhias, incluindo emissoras públicas. 

Netflix diz que sua atuação não se limita ao streaming

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No material divulgado, a Netflix também cita casos concretos para sustentar o discurso. A empresa diz que as quatro temporadas de O Poder e a Lei contribuíram com mais de US$ 425 milhões para a economia da Califórnia, empregaram mais de 4.300 profissionais entre elenco e equipe e usaram mais de 50 locações em Los Angeles. No mesmo pacote, informou que as cinco temporadas de Stranger Things criaram mais de 8 mil postos de trabalho em produção, com apoio de mais de 3.800 fornecedores de quase todos os estados americanos.

A Netflix ainda usou exemplos fora dos Estados Unidos para reforçar o alcance da operação. Citou a série colombiana Frontera Verde, gravada na Amazônia com participação de moradores da região na equipe e no elenco, e as versões europeias de Casamento às Cegas, que transformaram a cidade sueca de Strängnäs em base recorrente de gravações durante grande parte do ano.

No campo institucional, a empresa afirmou ainda que mantém programas de treinamento que já alcançaram mais de 90 mil pessoas em mais de 75 países. Também disse ter restaurado cinemas históricos, como o Egyptian Theatre, em Los Angeles, e o Cinema Europa, em Roma. O objetivo do discurso é mostrar que a atuação da plataforma não se limita ao streaming e inclui investimento em infraestrutura, qualificação profissional e preservação de espaços ligados ao audiovisual.

A divulgação desses números ocorre em um momento relevante para a própria companhia. A Netflix encerrou 2025 com mais de 325 milhões de assinantes pagos e continua buscando novas frentes de crescimento, como games e entretenimento ao vivo. O movimento acontece pouco depois da saída do cofundador e chairman Reed Hastings, anunciada no mês passado.

 

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