Petição de Hollywood para impedir fusão entre Paramount e Warner ultrapassa 4 mil assinaturas
Acionistas da Warner aprovaram movimento de fusão
Publicado em 24/04/2026 às 11:20,
atualizado em 24/04/2026 às 11:28
A fusão entre Warner Bros. e Paramount Skydance deu um passo importante nessa quinta-feira (22) depois dos acionistas da WBD votarem a favor com ampla maioria. No entanto, o acordo ainda não está finalizado. E um novo grupo de estrelas de Hollywood, como Robert de Niro, Sofia Coppola e Holly Hunter, lidera uma petição para que isso não aconteça.
A Variety publicou uma longa reportagem nesta sexta (24) relatando que o time de astros e estrelas se declararam publicamente contra a fusão. Dentre os motivos: perda de empregos, custos elevados para os consumidores e menos programas de TV e filmes.
O abaixo-assinado conta com 4.194 assinaturas até a publicação da matéria. Os organizadores afirmaram que a lista de membros de sindicatos da indústria cinematográfica e do entretenimento, atores e diretores inclui mais de 75 vencedores e indicados ao Oscar.
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O grupo espera manter a oposição ao acordo entre a Paramount e a Warner Bros., que ainda aguarda aprovação dos órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa. E pode ser alvo de ações judiciais movidas por procuradores-gerais estaduais para tentar impedir a fusão.
A fusão entre Warner e Paramount
O movimento ganhou protesto em frente à sede da Warner em Manhattan, antes da votação dos acionistas. "Como cineastas, documentaristas e profissionais de toda a indústria cinematográfica e televisiva, escrevemos para expressar nossa oposição inequívoca à proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery", diz trecho da carta publicada no site BlockTheMerger.
"Essa transação consolidaria ainda mais um cenário midiático já concentrado, reduzindo a concorrência em um momento em que nossas indústrias — e o público que atendemos — menos podem se dar ao luxo disso", acrescenta.
E enfatizou: "O resultado será menos oportunidades para criadores, menos empregos em todo o ecossistema de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e no mundo todo. Alarmantemente, essa fusão reduziria o número de grandes estúdios de cinema americanos para apenas quatro".