Coreia do Sul gera US$ 16 bilhões e 291 mil empregos no audiovisual, diz estudo
País, no entanto, ainda não voltou aos níveis pré-pandemia no cinema
Publicado em 21/04/2026 às 10:10
O setor de cinema, televisão e streaming da Coreia do Sul contribuiu com US$ 16,4 bilhões para o Produto Interno Bruto do país e sustentou 291,1 mil empregos em 2025. Os dados são de um estudo econômico independente encomendado pela Motion Picture Association e divulgados pela revista Variety nesta terça-feira (21).
A televisão foi o segmento mais relevante, o equivalente a 65% do PIB combinado do setor, além de 181,2 mil empregos. O cinema adicionou 77,8 mil postos de trabalho, enquanto o vídeo sob demanda respondeu por 32,1 mil empregos.
Os trabalhadores do vídeo sob demanda foram apontados como os mais produtivos da indústria, cerca de cinco vezes acima da média nacional. A TV aparece na sequência.
+ Ex-Chiquitita diz que público não a vê como mulher: "Eu cresci"
+ Ana Paula Renault participará de programas da Globo após o BBB 26? Veja
Coreia do Sul dispara também no mercado internacional
No mercado internacional, o alcance do conteúdo sul-coreano avançou de forma expressiva. As exportações de filmes e programas de TV do país atingiram US$ 1,2 bilhão em 2024, quase o dobro dos US$ 612 milhões registrados em 2019, em uma taxa média anual de crescimento de 14,5%.
A Ásia segue como principal destino das exportações de filmes coreanos, concentrando cerca de dois terços do total. América do Norte e Europa, porém, já representam aproximadamente 14% cada, refletindo o avanço de parcerias com plataformas, melhorias de localização e maior familiaridade do público internacional com as histórias produzidas no país.
O impacto cultural sobre o turismo também aparece no levantamento. Segundo o estudo, 38,3% dos turistas estrangeiros disseram ter sido motivados a visitar a Coreia do Sul após consumir conteúdos da chamada onda coreana, acima dos 32,1% registrados um ano antes. Trata-se do motivo mais citado para viajar ao país.
Apesar dos números robustos, o estudo aponta desafios para o futuro. A frequência do público aos cinemas ainda não voltou ao nível pré-pandemia, e há o temor que o cinema encolha ainda mais suas receitas em função dos aumentos dos custos e pressão sobre as margens.