YouTube se posiciona como rival da Netflix, diz que falhou em produção, mas não substituirá a TV
Plataforma de vídeos garante repassar mais da metade das receitas aos canais
Publicado em 25/03/2026 às 10:34,
atualizado em 25/03/2026 às 10:53
Ocupando uma fatia cada vez maior da participação de audiência em consumo de vídeo, o YouTube se posiciona como grande rival pela preferência do público com a Netflix. Na semana passada, Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, disse que a plataforma de vídeos é "um concorrente direto e franco".
Em um bate-papo realizado nessa terça-feira (24), no Series Mania, em Lille, na França, a diretora-geral do YouTube no país e sul da Europa, Justine Ryst, detalhou que a empresa destinou mais de US$ 100 bilhões a criadores, artistas e empresas de mídia entre 2021 e 2025. O valor supera os US$ 79,5 bilhões estimados em gastos com conteúdo da Netflix no mesmo período.
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"O YouTube não compra conteúdo antecipadamente nem o encomenda como uma emissora ou plataforma de streaming, mas repassamos mais da metade de nossa receita aos proprietários dos canais", garantiu.
YouTube falhou como produtora, admitiu
Ao relembrar quando o YouTube [Red] encomendava conteúdo exclusivo com os streamers e chegou a ter um catálogo original, não escondeu: "Falhamos completamente. Começamos a adquirir algum conteúdo, mas quando você segue nessa direção, em primeiro lugar, é um trabalho diferente. Você precisa ter habilidades e compor uma grade com novos formatos a cada mês, semana, dia, hora".
A estimativa é que a Netflix permaneça como líder do segmento streaming nos próximos anos, mas a audiência global do YouTube, segundo projeções, deverá triplicar até 2030.
Com mais de 2,7 bilhões de usuários ativos mensais, o YouTube, contudo, não se considera concorrente da televisão tradicional. "O YouTube não veio para substituir a televisão. [...] É o melhor aliado da indústria televisiva, das emissoras e dos produtores."