Como ex-Porta dos Fundos virou protagonista de batalha jurídica nas eleições
O humorista Antonio Tabet esteve no centro de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após uma publicação na rede social
Publicado em 27/09/2026 às 20:00
Antonio Tabet, conhecido por ter sido um dos criadores do grupo Porta dos Fundos, voltou aos holofotes, desta vez no cenário político e jurídico. Na sexta-feira (25), o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinou que o humorista apagasse uma publicação em sua conta na rede social X /witter.
A postagem afirmava: "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!". A decisão atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A defesa do parlamentar alegou tratar-se de "fake news", relacionando a publicação a um boato de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, caso eleito à Presidência, o que o candidato negou.
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Mendonça proibiu Tabet de republicar conteúdos semelhantes e estipulou multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento. A decisão do ministro argumentou que a postagem continha "expressões de elevada carga crítica e depreciativa" e veiculava "fato objetivamente falso".
A defesa de do humorista contestou a determinação, afirmando que a publicação referia-se à "família miliciana" sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro. Os advogados argumentaram que a medida restringia a liberdade de expressão e que a identificação do candidato com a "exata descrição é revelador".
Tabet, que deixou a liderança criativa do Porta dos Fundos e atuou em produções da TV Globo, como a novela "Elas por Elas", criticou a decisão nas redes sociais. O caso ganhou novo desdobramento neste domingo (27), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, derrubou a liminar de André Mendonça.
Dino determinou a notificação das plataformas digitais para o restabelecimento da postagem. A decisão considerou que a publicação original não continha citação direta a Flávio Bolsonaro.
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