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Polêmica

Maria Flor admite que sentiu ciúmes do enteado e expõe mágoa: "Não era prioridade naquele momento"

A atriz, porém, afirmou que o nascimento do filho do casal, Vicente, a fez perceber o erro


Maria Flor
Maria Flor admitiu que sentiu bastante ciúmes do enteado - Foto: Reprodução/Instagram/Montagem NaTelinha
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Maria Flor abriu o coração ao falar sobre a "mágoa" que sentiu ao se tornar madrasta de Martin, filho do seu marido, o psicoterapeuta Emanuel Aragão - eles, vale lembrar, são pais de Vicente, que nasceu em 2022.

"Dificílimo. Primeiro porque acho que era muito imatura para ser madrasta de alguém, não tinha ideia do que era uma criança e do que era conviver com uma criança. Tinha muito ciúmes do Martin com o Emanuel, de não ser a prioridade naquele momento", admitiu a artista em entrevista ao podcast Isso Não é Uma Sessão de Análise.

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"Quando casei com o Emanuel, e o Martin mora com a gente metade da semana, eu não sabia lidar com ele. Então, às vezes, entrava em disputas com ele totalmente infantis e ridículas. Hoje em dia, olho e penso: 'Meu Deus, o que eu estava fazendo?'. Mas ao mesmo tempo, depois que a gente foi se entendendo mais, tinha uma beleza muito grande de poder estar com o Martin, sem ter a responsabilidade de ser essa figura que vai educar", declarou Maria Flor.

"Então, podia estar na brincadeira com ele e na farra, e ficar eu e ele contra o Emanuel. Criar o vínculo e minha história só com ele. Mas demorei muito para entender, foi sofrido virar madrasta dele e me assumir que sou madrasta dele e que queria isso. Foi um processo de amadurecimento e acho que só consegui virar e decidir ser mãe quando topei ser madrasta do Martin", comentou a atriz.

"A partir o momento que engravidei, virei totalmente madrasta dele. Lembro como era bonito ver o Martin com a barriga, com a ideia do irmão, e como ele também me adotou. Porque quando entendeu que teria um irmão e que ele iria nascer de mim, eu fiz sentido, de algum jeito, para ele. E acho que ser madrasta é adotar um pouco aquela criança e aquela criança te adotar também, e vocês dois assumirem que têm uma relação, que não é de mãe e filho, mas é a relação que vocês vão construir juntos. Foi difícil para caramba, mas hoje em dia é lindo. Ele vai fazer treze anos e é muito bonito vê-lo crescendo", revelou Maria.

Maria Flor reflete sobre sentimentos

Maria Flor admite que sentiu ciúmes do enteado e expõe mágoa: \"Não era prioridade naquele momento\"

Na entrevista, Maria Flor fez uma reflexão sobre esses sentimentos. "Tive muito medo de ser mãe, de ter a minha própria família. Tinha muito medo dessa responsabilidade, de não dar conta, de não ser capaz, e do homem que eu ia escolher para ter essa família. Então, acho que demorei [para fazer essa escolha]", afirmou.

"Quando casei com o Emanuel, o Martin tinha três anos, e quando tive o Vicente, ele já tinha oito, ou seja, passei muito tempo com o Emanuel discutindo a possibilidade da maternidade e não sabendo se eu queria isso, o quanto que eu daria conta disso. Com muito medo mesmo. Talvez por ter tido pais tão jovens e visto o perrengue que eles passaram", falou a atriz.

"E acho que o Emanuel tem uma estrutura, uma certa rigidez que eu talvez precisasse. Ele não é rígido exatamente, mas tem uma certa estrutura do que é certo e errado, da ordem das coisas... Na minha infância, tudo era mais nebuloso e nublado, porque eram tantas casas... por mais que tivesse a estrutura a casa da minha mãe, que era a minha casa", concluiu Maria.

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