Gil do Vigor faz alerta grave sobre Inteligência Artificial: "Estamos entregando o poder"
O economista usou analogia impactante com amizade para alertar sobre dependência digital, coleta de dados e avanço de empresas
Publicado em 12/09/2026 às 20:20
Gil do Vigor fez um alerta sobre o avanço da Inteligência Artificial e o nível de dependência que as pessoas vêm desenvolvendo em relação às ferramentas. Em um vídeo publicado no Instagram, o economista comparou o conhecimento acumulado por uma IA sobre seus usuários ao poder que uma pessoa próxima pode ter ao conhecer gostos, hábitos e vulnerabilidades.
Para explicar o raciocínio, Gil começou propondo uma comparação entre um amigo que conhece profundamente alguém e um inimigo que praticamente não tem informações sobre sua vida. “Quem é mais perigoso: um amigo que te conhece, sabe teus gostos, tuas confidencialidades, teus pontos fracos, ou um inimigo, alguém que te detesta, mas mal te vê, não sabe nem o que tu veste?”, questionou.
Na sequência, ele relacionou esse conhecimento ao funcionamento das ferramentas de inteligência artificial. “Mas sabe pra quem a gente tá dando esse poder todo sobre nossa vida, nossos gostos? A IA, a inteligência artificial”, afirmou.
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Gil também mencionou, em sua fala, declarações que atribuiu a um ex-funcionário de duas grandes empresas do setor e a um ganhador do Prêmio Nobel ligado às redes neurais. Segundo o economista, essas referências reforçariam a discussão sobre os possíveis riscos associados ao desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados.
Para ele, porém, a questão não se limita à possibilidade de uma tecnologia alcançar determinado nível de autonomia. O comportamento dos próprios usuários também faria parte do problema.
“Esse grande debate, que é perigo de fato, ele perpassa por todos nós. Porque estamos colocando na mão de uma inteligência artificial o poder sobre nossas vidas, sobre o poder de escolher, que é o poder mais importante, e os nossos gostos”, declarou.
Gil do Vigor e seu alerta
O economista citou situações cotidianas para ilustrar a dependência. Na avaliação dele, algumas pessoas já recorrem à IA para decisões que antes eram tomadas individualmente, como escolher uma roupa ou definir o que dizer em determinadas conversas.
Gil ainda chamou atenção para a quantidade de informações fornecidas pelos usuários. “O poder que uma empresa tem é conhecimento. E essas empresas, elas se alimentam de informação. Então quanto mais informação da tua vida você colocar nessas inteligências, maior é o poder que eles têm”, afirmou.
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Ao concluir o vídeo, ele defendeu que o avanço dessas ferramentas seja acompanhado por limites e, principalmente, por maior consciência na utilização. “Então nós precisamos trazer esse debate, pararmos essas empresas, sim, que de fato tem que ter um limite pra isso, mas acima de tudo, conscientizarmos a nossa utilização dessas IAs”, concluiu.
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