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Operação

Dark Horse: Mario Frias é alvo de busca e apreensão pela PF

PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão


Mario Frias em manifestação do dia 7 de setembro
Mario Frias é alvo da PF - Foto: Reprodução/Instagram
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O deputado federal Mario Frias (PL-SP) foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (10). A operação investiga a destinação de emendas parlamentares e alcança entidades envolvidas na produção de Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Produtor executivo do longa, o ex-ator da Globo está entre os parlamentares que destinaram recursos públicos a uma das organizações investigadas.

Karina Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e produtora de Dark Horse, também foi alvo da ação. Ao todo, a PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo apuração do UOL, parceiro do NaTelinha, outros alvos são ligados ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações não governamentais envolvidas na produção do filme sobre Bolsonaro.

Mario Frias destinou uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão ao Instituto Conhecer Brasil. O recurso deveria financiar um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo, mas, de acordo com reportagem publicada pelo UOL em junho, o projeto ainda não havia saído do papel.

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PF investiga movimentação de centenas de milhões

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A investigação conduzida sob relatoria de Flávio Dino é uma das frentes da Polícia Federal envolvendo os recursos relacionados ao caso. Em outro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, a corporação apura repasses do Banco Master para Dark Horse. Essa investigação foi aberta a pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a PF, dados financeiros identificaram "movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado".

São apurados possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a licitações.

"As investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano", informou a Polícia Federal.

Batizada de Make Up, a operação é realizada em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União). A apuração mira o suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, a uma organização da sociedade civil.

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