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Drama

Pamela Anderson relembra luta contra hepatite C: "Foi uma sentença de morte"

"Não havia cura", detalhou ela


Pamela Anderson de perfil exibindo o rosto
Pamela Anderson falou sobre a luta contra e hepatite C - Fotos: Reprodução/Instagram
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Pamela Anderson relembrou um dos períodos mais difíceis de sua vida ao falar sobre o diagnóstico de hepatite C que recebeu no fim dos anos 1990. A atriz contou que ouviu de um médico que poderia ter cerca de 10 anos de vida e revelou como a doença afetou suas decisões e a relação com os filhos. "Foi uma sentença de morte", garantiu.

A artista, de 59 anos, abordou o assunto na noite desse domingo (6), durante o amfAR Venezia, realizado em meio ao Festival de Cinema de Veneza. Pamela recebeu o Award of Courage, concedido pela organização por sua luta contra a AIDS e seu trabalho filantrópico.

"Naquela época, quando fui diagnosticada com hepatite C, não havia cura. Foi uma sentença de morte."

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Pamela Anderson gastou todas as economias com a doença

Pamela Anderson relembra luta contra hepatite C: \"Foi uma sentença de morte\"

A atriz afirmou que não temia apenas a própria morte, mas principalmente o que poderia acontecer com seus filhos, que ainda eram pequenos. A perspectiva, segundo ela, acabou interferindo na maneira como passou a conduzir a própria vida.

"Tenho certeza de que isso influenciou e corrompeu minhas decisões. Não era medo da morte, mas medo do que poderia acontecer com meus filhos."

Pamela Anderson ao relembrar a doença

Pamela viveu com a doença por mais de uma década. Quando um novo tratamento se tornou disponível, a atriz conseguiu acesso ainda em uma fase inicial, mas contou que precisou arcar com os custos porque a terapia não era coberta por seu seguro.

Segundo ela, o tratamento consumiu praticamente todo o dinheiro que tinha no banco. A situação também provocou culpa por saber que outras pessoas na mesma condição não tinham condições financeiras de conseguir o mesmo acesso. "Tive sorte, me ofereceram o tratamento nos estágios iniciais e precisei usar toda a minha reserva financeira para pagá-lo, [porque] ainda não era coberto pelo seguro e eu me sentia extremamente culpada por outras pessoas não terem o mesmo acesso", declarou.

Em 2015, ela anunciou que estava livre da hepatite C após passar por um tratamento de 12 semanas. Mesmo curada, afirmou em Veneza que as marcas emocionais provocadas pelo diagnóstico permaneceram.

"Sou grata por poder dizer que estou livre da hepatite C, mas minha experiência de vergonha e culpa permanece comigo. Ela me assombra. [...] Não sou uma vítima, sou uma vencedora. Sou forte e capaz, mais agora do que jamais poderia imaginar", encerrou.

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