Marcas da vida

Roberta Miranda desabafa e expõe falta de apoio de cantoras: "Me decepcionaram"

A sertaneja relembrou o episódio em que revelou a perda de um bebê após ser agredida


Roberta Miranda
Roberta Miranda desabafou e reclamou da falta de apoio das cantoras - Foto: Reprodução/Instagram
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Roberta Miranda recorreu às redes sociais para desabafar a respeito da falta de apoio de colegas cantoras depois de revelar que perdeu um filho após sofrer uma agressão física - na ocasião, a sertaneja estava no quinto mês de gestação.

A artista, que está com 69 anos atualmente, lembrou que sempre costumava sair em defesa de outras mulheres em casos do tipo, mas que, a partir do que viveu, passou a adotar um novo comportamento.

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"Vocês não veem uma pessoa só defendendo a Roberta Miranda. Quando eu disse que perdi o meu filho com chute na barriga aos cinco meses, não vi uma colega minha entrar no Direct ou em algum lugar pessoalmente para falar: 'Poxa, Roberta, sinto muito'. Isso para mim foi a maior decepção", comentou nos stories do Instagram.

"A partir deste momento não defenderei ninguém, não vou botar a minha cara para bater. As pessoas realmente me decepcionaram. Veio como uma faca me cortando ao meio", lamentou Roberta Miranda.

"Sempre defendi as mulheres e lutei para que elas estivessem no mundo sertanejo. Daí você tem essas mulheres como amigas e conta algo que dói todos os dias, que foi ter perdido meu filho com um chute na barriga, mas não encontra uma que se diz amiga, que te respeita e diz gostar de você, se solidariza com a minha dor. A partir daquele dia, você pode se acabar aqui que eu vou ficar quieta na minha. Isso foi muito ruim para mim", desabafou a cantora.

Roberta Miranda expôs agressão durante gravidez

Roberta Miranda desabafa e expõe falta de apoio de cantoras: \"Me decepcionaram\"

Em entrevista ao Fantástico, da Globo, Roberta Miranda deu detalhes da agressão que sofreu do pai do seu filho.

"Tudo aconteceu na minha família a partir dos 14 anos. Tivemos uma desavença. Meu pai era um alcoólatra e, quando não bebia, era o homem que eu mais amava. Quando bebia, era quem eu mais odiava. Me batia, me jogava para fora de casa. Não aguentava mais aquele tipo de humilhação. Fui embora sem rumo", contou.

"Eu fui trabalhar na boate como cantora para continuar tendo um lugar, um teto. Foi onde tinha uma pessoa que se invocou comigo. Meteu o revólver na minha cabeça e me estuprou. Quando meu filho estava com cinco meses e meio, ele me queria outra vez. Dei uma cadeirada nele. 'Agora não dá'. Tinha um ódio dele tremendo. Foi quando ele deu um chute na minha barriga e matou o meu filho", relembrou Roberta.

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