Após morte de MJ

Em nova entrevista, filha de Michael Jackson relembra tentativa de suicídio aos 15

Em clínica, diz que saiu com mais transtornos do que entrou


Paris Jackson com guitarra na mão. Em outra foto, ela está com mão no rosto
Paris Jackson está sóbria há seis anos - Foto: Reprodução/Instagram
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Paris Jackson voltou a falar sobre um dos períodos mais difíceis de sua vida. Filha de Michael Jackson (1958-2009), a cantora e atriz relembrou uma tentativa de suicídio aos 15 anos e afirmou que saiu de uma clínica de tratamento com mais traumas do que tinha quando entrou. As declarações foram dadas ao podcast On Purpose with Jay Shetty, disponibilizado nessa segunda-feira (17).

Hoje com 28 anos, Paris contou que começou a experimentar álcool e drogas durante a adolescência. Segundo ela, a combinação com problemas de saúde mental que ainda não eram tratados tornou a situação progressivamente insustentável. "Se isso continua por tempo suficiente, se torna insuportável", explicou no podcast que está no ar na Netflix e Spotify.

A primeira tentativa de tirar a própria vida aconteceu aos 15 anos, quatro anos depois da morte de Michael Jackson. Após o episódio, a família foi orientada a encaminhá-la para tratamento. Paris acabou em uma instituição no estado de Utah, nos Estados Unidos, onde permaneceu por alguns meses. A experiência, contudo, teve o efeito contrário ao esperado, segundo ela.

"Definitivamente saí de lá com mais transtorno de estresse pós-traumático do que quando entrei", afirmou. A filha do Rei do Pop contou ainda que teve pesadelos durante dois ou três anos depois de deixar o local.

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Paris Jackson relata abusos em clínica

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Paris disse que não sofreu agressões físicas ou sexuais na instituição e se considera uma das pessoas que tiveram sorte nesse aspecto. Por outro lado, relatou ter sido vítima de abusos emocionais, psicológicos e espirituais. De acordo com a artista, as ligações com familiares eram monitoradas e existia um ambiente no qual os adolescentes eram estimulados a desconfiar uns dos outros. Ela afirmou também que reclamações sobre o tratamento poderiam resultar em punições.

A relação complicada com a própria saúde mental não terminou naquele período. Ela admitiu ter feito outras tentativas de suicídio nos anos seguintes e enfrentado dependência química, citando problemas com álcool e diferentes drogas durante a juventude, sem esconder que chegou diversas vezes muito perto de morrer.

Filha de Michael Jackson está sóbria há seis anos

Paris relacionou parte desses problemas a uma sensação de solidão que, segundo ela, começou ainda na infância. A artista afirmou ao podcast que se lembra de sentir um vazio por volta dos 8 anos, mesmo cercada pelo carinho da família. A situação se agravou depois da morte do pai, em junho de 2009. "É difícil explicar", disse ela ao descrever o que chamou de uma espécie de "solidão crônica". 

A filha de Michael Jackson completou seis anos de sobriedade em janeiro. Ela continua tratando a saúde mental com acompanhamento profissional e revelou ter recorrido também à eletroconvulsoterapia após anos experimentando diferentes tratamentos para depressão e transtorno obsessivo-compulsivo. Foram nove sessões durante três semanas.

Paris afirmou que o procedimento inicialmente ajudou, mas provocou efeitos colaterais e não seria uma alternativa que gostaria de manter para toda a vida. Atualmente, diz recorrer a terapia, meditação, espiritualidade e outras ferramentas para lidar com os problemas.

As novas declarações surgem às vésperas de outro momento importante de sua carreira. Paris Jackson lança nesta sexta-feira (21) Happiest Day of My Life, seu segundo álbum solo. A própria capa do trabalho faz referência ao período em que passou pela eletroconvulsoterapia. Seu primeiro disco, Wilted, foi lançado em 2020.

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