Overdose, apagões e discurso em funeral: 10 revelações de Paris Jackson em rara entrevista
Paris Jackson concedeu uma rara e longa entrevista ao podcast Call Her Daddy
Publicado em 14/08/2026 às 04:30
Paris Jackson concedeu uma longa e rara entrevista que foi ao ar na última quarta-feira (12). A filha de Michael Jackson (1958-2009) falou sobre dependência química, apagões provocados pelo consumo de álcool, relacionamentos mantidos sob o uso de heroína e os dois noivados que desmanchou.
Dentre algumas das revelações, está o fato de que um amigo quase morreu após sofrer uma overdose com drogas que pertenciam a ela. Paris ainda contou como conheceu a mãe biológica e esclareceu que o discurso feito no memorial de Michael Jackson não havia sido preparado.
O NaTelinha separou 10 revelações feitas por ela no podcast intitulado Call Her Daddy. Veja:
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Amigo quase morreu com drogas de Paris Jackson
O relato mais grave surgiu quando Paris explicou a história de Sirens, uma das músicas de seu novo álbum. A composição foi inspirada em um amigo que sofreu uma overdose por volta de 2018. "Foi sobre um amigo meu que teve uma overdose com as minhas drogas", revelou. Paris precisou socorrê-lo até a chegada dos paramédicos. Ela já possuía treinamento de primeiros socorros, mas admitiu que poderia ter ficado paralisada diante da situação.
Os profissionais afirmaram que o homem poderia ter morrido ou sofrido morte cerebral caso ela tivesse chegado mais tarde. O amigo sobreviveu, e os dois voltaram a conversar aproximadamente um ano atrás.
Overdose não a fez abandonar as drogas
Nem mesmo a possibilidade de perder o amigo foi suficiente para interromper imediatamente a dependência. Paris continuou consumindo drogas por mais um ano e meio. "Eu ainda levei mais um ano e meio para ficar sóbria depois daquilo", admitiu.
Ao falar sobre as intervenções realizadas para convencer dependentes químicos a buscar tratamento, a cantora revelou que a experiência não surtiu efeito em seu caso. "Intervenções são uma merda. Ninguém gosta delas. [...] Não funcionou para mim", declarou.
Comportamentos autodestrutivos começaram na infância
O contato com drogas e álcool começou entre o oitavo e o nono ano escolar. No entanto, Paris identificou sinais de um comportamento compulsivo quando tinha entre sete e nove anos. Naquela época, procurava pessoas, alimentos e outros recursos para controlar o que pensava e sentia. A automutilação apareceu entre os mecanismos utilizados.
"Eu diria que a automutilação não é uma habilidade para viver. É uma habilidade de sobrevivência", explicou. As pessoas próximas não perceberam o que acontecia. "Eu escondia bem. Pessoas que vivem dessa maneira aprendem muito cedo a guardar segredos", afirmou.
Apagões ficaram cada vez piores
O consumo de álcool provocava apagões. Posteriormente, Paris ouvia relatos sobre o que havia feito enquanto não conseguia se lembrar dos próprios atos. "Comecei a ouvir histórias sobre o que acontecia quando eu apagava. Elas ficaram cada vez piores", contou.
A gravidade dos episódios fez com que ela se assustasse e procurasse ajuda. No fim de 2019, Paris percebeu que já não conseguia interromper nem mesmo o consumo de maconha e álcool. "Eu cheguei ao meu limite, ao meu fundo do poço", resumiu. A cantora ficou sóbria na primeira semana de 2020.
Relacionamento foi mantido sob o uso de heroína
Ao comentar a inspiração da música Zombies In Love, Paris confirmou que viveu um relacionamento marcado pelo consumo de heroína. Ela não revelou a identidade do homem. "Nós éramos dependentes de heroína, então não acho que aquilo tenha sido sustentável em momento algum", declarou.
O fim da relação coincidiu com o início da sobriedade. Naquele momento, sua principal preocupação era não voltar a consumir drogas ou bebidas alcoólicas. "Ao sair daquilo, o foco era: estou recém-sóbria e preciso simplesmente não usar drogas e álcool", relembrou.
Primeiro noivo comprou anel com dinheiro dela
Paris confirmou que desmanchou dois noivados. O primeiro aconteceu durante uma fase em que ela e o então companheiro enfrentavam problemas com drogas. "Foi real para mim, embora estivéssemos consumidos pelas drogas. Ele comprou o anel com o meu dinheiro sem eu saber", expôs.
Apesar da forma como a joia foi adquirida e das condições em que o relacionamento aconteceu, a filha de Michael Jackson considerava o romance verdadeiro. O primeiro noivo não foi identificado durante a entrevista.
Tentou desmanchar segundo noivado mais de uma vez
O segundo noivado também chegou ao fim por decisão de Paris. Antes do rompimento definitivo, ela tentou encerrar a relação em outras oportunidades, mas recuou por acreditar que os problemas poderiam ser resolvidos. "Houve momentos em que tentei terminar, mas havia aquela voz: e se tivesse melhorado caso eu esperasse um pouco mais?", relembrou.
Uma terapeuta, uma orientadora e amigos começaram a questionar as razões pelas quais ela permanecia no relacionamento. As respostas fizeram Paris perceber que algumas de suas principais necessidades não eram atendidas. "Só porque alguém é uma boa pessoa não significa que seja a minha pessoa. [...] Não me trair não é uma razão para ficar", afirmou.
Discurso no funeral de Michael Jackson foi improvisado
Paris tinha 11 anos quando discursou durante o funeral público de Michael Jackson, realizado em julho de 2009. A participação da menina não havia sido ensaiada ou decidida previamente. "Aconteceu naquele momento. Aconteceu no palco. Perguntaram se um dos filhos diria alguma coisa e ninguém se mexeu", revelou.
Como seus irmãos não tomaram a iniciativa, Paris decidiu falar. Ela também contou que nunca reviu as imagens daquele momento. "Eu nunca voltei para assistir e ver o quão rápido tudo aconteceu. Para mim, pareceu muito devagar", explicou.
Paris Jackson não passou toda a infância em Neverland
Ao contrário da percepção criada ao longo dos anos, Paris não cresceu inteiramente no rancho Neverland. Ela viveu na propriedade somente durante os primeiros anos da infância. "Eu não cresci lá. Estive lá apenas nos primeiros anos da minha vida", esclareceu.
Os brinquedos, o cinema e os animais também não estavam livremente disponíveis para os filhos de Michael Jackson. As crianças precisavam cumprir as tarefas domésticas e os deveres escolares para utilizar as atrações nos fins de semana. "Ficou muito claro que aquelas atrações não eram para nós e não nos pertenciam. Eram para crianças carentes e crianças com doenças terminais", contou.
Conheceu a mãe biológica aos 15 anos
Paris não teve contato com a mãe biológica durante a infância. Por volta dos 10 ou 11 anos, perguntou pela primeira vez o nome dela, mas o encontro aconteceu somente aos 15. "Eu desci e ela estava na sala com a minha avó. Entrei e falei: 'Oi, mãe'. Ela respondeu: 'Oi'", recordou.
As duas conversaram por alguns minutos e passaram o restante do dia juntas. A relação se fortaleceu no fim da adolescência da cantora. "Nós somos muito parecidas", definiu Paris.
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