Interpretou Bará

Evaldo Macarrão almeja papel de galã após Coração Acelerado: "É um sonho"

Ator aponta reflexos do racismo na autoestima: "Demorei a me achar bonito"


Evaldo Macarrão
Evaldo Macarrão se despede de Agildo Bará em Coração Acelerado, que termina nesta sexta-feira (14) - Foto: Globo/Manoella Mello
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Evaldo Macarrão almeja o posto de galã na TV. O ator, que dá vida a Agildo Bará em Coração Acelerado, aponta que o teatro e a televisão o ajudaram a desconstruir os reflexos do racismo em sua autoestima. Ele falou sobre o tema em recente coletiva de imprensa nos Estúdios Globo, com a presença do NaTelinha.

“Eu queria muito ser o galã. Fazer o galã para mim é um sonho. Eu sou tão lindo… E a televisão reafirmou isso, a minha beleza”, diz o ator, que também teve papéis com pegada cômica na primeira fase de Renascer (2024) e em No Rancho Fundo (2024).

“Eu tive um pouco de dificuldade de entender o quanto era bonito. Eu nunca me achei feio, mas a comunidade negra infelizmente ainda esbarra na merda do racismo, que faz a gente não se compreender como gente bonita. Então demorei a me achar bonito. O teatro e a arte me deram muita força, o espelho de minha casa também.”

Evaldo Macarrão

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Ele atribui o crescimento de Bará em Coração Acelerado à própria dedicação e disciplina. “A princípio, eu sabia que ia demorar a ter algum destaque”, comenta. Ele chegou a questionar o diretor artístico Carlos Araújo sobre o pouco enredo do personagem, e recebeu o conselho: “Tenha paciência”.

“Tive a paciência, mas ao mesmo tempo não deixei de criar, de me empenhar, de me apegar ao processo. Isso fez com que Bará se destacasse naturalmente, e me fez compreender que não existe papel pequeno para bons atores. Não afirmo que sou um bom ator, até para não esbarrar na soberba e na vaidade, mas afirmo que me esforço para fazer um bom trabalho.”

Evaldo Macarrão

Reforçar a veia dançarina de Bará foi o caminho. “O baiano pode ser médico, policial, mas sempre vai ter um caminha artístico ali. A Bahia tem essa pulsação artística muito forte. Por isso, o Bará se encontrou tão belamente na dança. Eu insisti nessa veia artística.”

Evaldo Macarrão almeja papel de galã após Coração Acelerado: \"É um sonho\"

Macarrão chegou a pensar que Bará seria goiano, como o restante dos personagens na trama sertaneja, ambientada no Centro-Oeste. A presença de sua “baianidade” permitiu uma dupla com o pernambucano Thomas Aquino, que deu vida ao vilão Ronei.

“Isso reafirma o comprometimento que a empresa [Globo] está tendo com a diversidade, de falar sobre diversidade nas obras, de formas, de regiões, de sotaques.”

Evaldo Macarrão

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O contato com a música sertaneja durante a novela remeteu a memórias da infância. Apesar da influência do samba, por conta do pai, o ator ouvia, na casa da madrinha, nomes como Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel e Roberta Miranda.

Coração Acelerado termina nesta sexta-feira (14), e Bará ganha um final feliz ao lado de Talita (Luellem de Castro). Fora da tela, o ator aproveita o fim das gravações para reencontrar a família na Bahia.

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