Mansão de Marilyn Monroe vira alvo de batalha por demolição
Donos processam Los Angeles após imóvel ser transformado em monumento histórico
Publicado em 04/08/2026 às 11:00,
atualizado em 04/08/2026 às 11:13
A mansão onde Marilyn Monroe (1926-1962) viveu seus últimos meses se transformou no centro de uma batalha judicial nos Estados Unidos. Os atuais proprietários querem demolir a residência e construir outra no terreno, mas o imóvel recebeu proteção histórica da cidade de Los Angeles.
A disputa ganha destaque nesta terça-feira (4), quando se completam 64 anos da morte da estrela de Hollywood. Localizada no bairro de Brentwood, a propriedade foi a única casa comprada por Marilyn e o lugar onde ela foi encontrada morta.
Brinah Milstein e o marido, o produtor de televisão Roy Bank, adquiriram o imóvel em 2023 por US$ 8,35 milhões. O casal também possui a residência vizinha e pretendia substituir a antiga construção por uma casa moderna.
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O processo de licenciamento para a demolição chegou a avançar, mas foi interrompido após a repercussão dos planos. Em junho de 2024, o Conselho Municipal de Los Angeles transformou a residência em um monumento histórico e cultural.
A medida impediu a derrubada imediata e submeteu possíveis mudanças à análise dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio da cidade, como havia noticiado inicialmente o New York Post.
Donos da mansão de Marilyn Monroe processam Los Angeles

Os proprietários afirmam que a decisão transformou uma residência particular em atração turística sem qualquer indenização. Segundo eles, fãs sobrevoam o terreno com drones, escalam os muros e chegam a invadir o imóvel em busca de objetos relacionados a Marilyn Monroe.
Milstein e Bank também alegam que a propriedade perdeu seu potencial de venda e reconstrução. Para o casal, a proteção imposta pela cidade equivale à tomada de um imóvel particular para benefício público sem o pagamento de uma compensação.
Uma primeira ação contra Los Angeles foi rejeitada pela Justiça estadual e segue em fase de recurso. Em janeiro deste ano, os donos abriram um novo processo, desta vez na esfera federal.
Em maio, o juiz Percy Anderson rejeitou a primeira versão da ação. Ele considerou que os proprietários não demonstraram que a prefeitura tenha autorizado ou incentivado as invasões cometidas por fãs. O magistrado também classificou como pouco plausível a alegação de que a residência tenha passado a valer zero.
A decisão, no entanto, permitiu a apresentação de uma nova queixa. Os advogados protocolaram uma versão reformulada do processo em 26 de maio, e o caso continua ativo.
A cidade argumenta que a classificação histórica não obriga os proprietários a liberar a entrada do público nem os impede de morar ou vender a casa. A defesa também afirma que o local já atraía turistas antes de receber a proteção oficial.
Os donos sustentam ainda que os 14 proprietários que passaram pelo imóvel depois da morte de Marilyn realizaram tantas reformas que praticamente nenhum elemento escolhido pela atriz permanece no local. Para Los Angeles, o valor histórico está justamente na ligação da casa com a vida e a morte de uma das maiores estrelas do cinema.
Marilyn Monroe morreu poucos meses depois de comprar o imóvel
Marilyn Monroe comprou a residência no início de 1962 por US$ 77,5 mil, meses após o fim de seu casamento com o dramaturgo Arthur Miller (1915-2005). Foi a primeira e única casa adquirida pela artista.
Construído em estilo colonial espanhol, o imóvel possui quatro quartos, três banheiros, piscina, árvores frutíferas e uma acomodação próxima à garagem. Marilyn viajou ao México para escolher parte da decoração.
Uma inscrição em latim instalada acima da porta de entrada permanece como um dos detalhes mais conhecidos da propriedade. "Cursum Perficio" pode ser traduzido como "Minha jornada termina aqui".
A atriz morreu aos 36 anos na noite de 4 de agosto de 1962. Seu corpo foi encontrado no quarto durante a madrugada do dia 5, com o telefone em uma das mãos e frascos de medicamentos próximos à cama.
A causa oficial da morte foi intoxicação aguda por barbitúricos, classificada como provável suicídio. Enquanto a nova ação é analisada pela Justiça, a casa continua de pé e protegida como monumento histórico de Los Angeles.
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