MP processa Virginia e Blaze e pede indenização de R$ 120 milhões
Multa é por danos morais coletivos
Publicado em 09/07/2026 às 16:57
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O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios ajuizou ação civil contra a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze.
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O órgão pede indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 120 milhões após receber denúncias de retenção de valores e contas bloqueadas.
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Investigadores reuniram mais de 42 mil reclamações contra a plataforma e apontam que a empresa utilizava celebridades para induzir usuários ao jogo.
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A ação solicita que as partes arquem com uma campanha educativa sobre os riscos de apostas e superendividamento.
Nesta quinta-feira (9), o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) entrou com uma ação civil contra Virginia Fonseca e a Blaze. O promotor responsável pelo caso pede que a influenciadora digital e a casa de apostas paguem uma indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 120 milhões.
De acordo com informações do jornal O Globo, a ação ainda será apreciada pelo Poder Judiciário, mas o processo foi protocolado no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) após uma série de denúncias diretas de consumidores.
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Os usuários alegaram retenção de valores depositados, bloqueio de contas e apresentação de justificativas genéricas. Um relatório técnico elaborado pelos investigadores ainda reuniu mais de 42 mil reclamações registradas contra a Blaze, plataforma que é divulgada por Virginia Fonseca nas redes sociais.
A apuração começou em 2023, período no qual a casa de apostas ainda operava sem autorização federal.
MP x Blaze e Virginia
O Ministério Público citou também um inquérito policial de Mato Grosso que apontou que "a empresa se valia de celebridades e influenciadores digitais para captar usuários e induzi-los a participar dos jogos disponibilizados no site, mediante promessas de ganhos rápidos e fáceis".
Os servidores do MP do DF tiveram que se cadastrar na plataforma para monitorar as comunicações promocionais e de marketing da operadora e, assim, conseguir coletar e analisar essas práticas.
O órgão solicita a condenação solidária da Blaze e de Virginia Fonseca com o custeio e a veiculação de campanha de contrapropaganda educativa sobre os riscos do jogo, superendividamento e os direitos do consumidor, além do pagamento de uma indenização por danos morais coletivos.
Em meados do ano passado, a senadora Soraya Thronick (Podemos-MS) pediu o indiciamento de alguns influenciadores e a dona da WePink estava entre eles. Isso após ela prestar depoimento na chamada CPI das Bets.
À Virginia Fonseca foram atribuídos os crimes de estelionato e propaganda enganosa por ela simular apostas de altos valores em suas redes sociais, induzindo os seguidores a jogarem nas plataformas das quais ela é contratada.
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